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quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Povos indígenas do Paraná

Povos indígenas do Paraná
Os povos indígenas do Paraná pertenciam a duas grandes áreas culturais: a da floresta tropical e a marginal. No primeiro grupo está a grande família tupi-guarani, com suas inúmeras tribos e no segundo a maior parte da família jê.
Segundo Curt Nimuendaju, as principais tribos das áreas culturais, estavam assim distribuídas em território paranaense:
Os tupis predominavam no litoral e a nordeste e oeste do estado. Foram estes índios os primeiros a entrarem em contato com os portugueses.
Dos gê destacaram-se caingangues e xoclengues (botocudos). Esta área cultural não chegou a ser bem estudada pelos etnógrafos do Paraná, o que deixa uma lacuna no estudo da pré-históriaparanaense. O estudo dos indígenas torna-se bastante complicado, devido às suas freqüentes correrias pelo sertão, o que leva muitas vezes dificuldades para a localização de uma tribo, e mesmo a confundir as tribos entre si.
Diferenças étnicas
Os portugueses em seus contatos com os nativos entendiam-se melhor com os tupis-guaranis do que com os jê. Deve isso ao fato de os tupi-guaranis serem mais adiantados do que os gês. As técnicas utilizadas pelos primeiros, na confecção de seus utensílios, eram muito mais adiantadas do que os dos jê. É verdade que as duas nações encontravam-se ainda na Idade da Pedra Polida, mas incontestavelmente os tupis eram os mais adiantados. Tinham sua subsistência assegurada pelo agricultura. Plantavam milho, mandioca, algodão e fumo. Não conheciam o arado, mas plantavam em covas, abertas no chão com paus pontudos. Suas roças duravam de 5 a 6 anos num determinado lugar, até esgotarem a caça ao redor, mudando-se para outras paragens mais propícias.
Sua alimentação era completada com os produtos de coleta, quais sejam: frutas, raízes, larvas, mel, erva-mate, jerivá, etc.
Os tupi-guaranis desenvolveram uma cerâmica bastante adiantada, confeccionando abundante quantidade de recipientes e vasilhas de barro cozido. Fabricavam ainda cestas e peças variadas, com fibras e taquaras. Utilizam-se do algodão nativo para fazerem fio, com o qual realizavam magníficos trabalhos de tecelagem, dos quais destacam-se a rede de embalar (eni) e tecidos bastante aperfeiçoados. Suas ocas (cabanas) eram feitas de estacas de madeira cobertas com folhas de palmeira e butiá.
Entretanto, uma das maiores conquistas dos tupis-guaranis foi o domínio da técnica da eliminação do ácido dihidrocianídrico, muito venenoso, existente na raíz da mandioca. A utilização de tal técnica possibilitou a fabricação de farta quantidade de farinha da mesma, facilitando enormemente a alimentação.
Divisão do trabalho
Na sociedade tribal do índio paranaense, um dos elementos que mais chamou a atenção do homem branco foi a divisão do trabalho entre o homem e a mulher.
Era a mulher quem realizava todo o trabalho doméstico. Preparava a comida, cuidava das crianças, confeccionava as peças de cerâmica, fazia a farinha de mandioca, trançava a rede e cuidava da plantação. O homem, por sua vez, dedicava-se a interesses da caça, da pesca, da derrubada do mato para as mulheres plantarem, da fabricação de armas, da construção das ocas e das pirogas; eram também os responsáveis pela segurança da tribo.
Contribuições do indígena
É imensa a influência que o paranaense recebeu do indígena, quer em sua atividade diária, ou em seus usos e costumes:
 influência étnica: os milhares de índios que habitavam o Paraná foram em sua maior parte eliminados definitivamente ou incorporados à sociedade, pela miscigenação.
 vocabulário: os termos de origem tupi-guarani ou gê no linguajar diário, são muitos, como por exemplo: Paraná, Curitiba, Paranapanema, Paranaguá, Iguaçu, Tibagi, Marumbi, canjica, butiá, vossoroca, guri, etc. Sua contribuição lingüística ocorre sobretudo nos nomes de acidentes geográficos, como rios, serras, picos, etc.
 alimentação: a farinha de mandioca é de uso muito difundido entre a população. A importância desta farinha para o índio era como a da farinha de trigo para o homem branco. A eliminação do ácido venenoso que a mandioca brava possui, proprorcionou uma grande fonte de alimento para os índios. Seu uso é hoje conhecido em todas as camadas sociais. Também o uso do mingau,canjica, paçoca, etc., tem origem entre os índios;
 o uso da eni (rede), hoje generalizado, os índios a usavam para dormir em suas ocas, porque não conheciam a cama;
 a erva-mate: foram os índios da família guarani que ensinaram ao homem branco a utilização dessa erva. Hoje seu uso é definitivo nas tradições sulinas, sob a forma de chá quente, gelado ou do tradicional chimarrão;
 o fumo: os europeus não conheciam o fumo. Vieram conhecê-lo na América. Os índios utilizavam-se desse vegetal, fumando cachimbos de barros. Hoje é usado universalmente sob a forma decigarro e charuto;
 o costume do banho diário e do cabelo de loção; são elementos aprendidos com os índios.
Sambaquis
No Paraná, um dos principais vestígios arqueológicos deixados pelos indígenas são os sambaquis, encontrados no litoral. São conchas, ostras, ossos de animais sobretudo marinhos e pedras, amontoados irregularmente, nos quais encontra-se farto e abundante material arqueológico.
Discutiu-se muito a respeito da origem desses sambaquis. Uns defendiam a tese da origem natural, segundo a qual as águas marinhas teriam acumulado este volumoso material. Hoje, é ponto pacífico sua origem artificial. Sambaquis seriam restos de cozinha indígena, acumulados em vários séculos.
Predominam, nestas jazidas arqueológicas, evidências de pedra, osso e cerâmica, trabalhados pela mão indígena. Estas amostras permitem formar uma idéia de como vivia o homem pré-histórico naregião. As peças indígenas ali encontradas que mais chamam a atenção são os zoolitos, figuras de pedra, reproduzindo geralmente aves, animais ou peixes, de uma escultura rudimentar.
Antigamente, as populações litorâneas denominavam os sambaquis de ostreiras. Estes não foram feitos por uma só tribo. Os grupos humanos que do planalto desciam para o litoral atraídos pela vida ligada ao mar, conseguiam expulsar por vezes grupos indígenas que ali se encontravam. Estabeleciam-se de preferência em mangues, onde se arranchavam. Deste ponto partiam para a procura e coleta de animais marinhos. Com seu consumo sustentavam-se durante o tempo que durasse sua estada no local. As carnes eram secadas ao sol e levadas posteriormente para a sede de suasaldeias. As conchas, carapaças e outras partes resistentes eram acumuladas em montões, ao lado do acampamento, chegando alguns deles a formar verdadeiras elevações. Desses sambaquis ou ostreiras é que foi retirada a matéria prima com a qual se fazia a cal para as edificações das vilas litorâneas.
Se acontecia que algum índio morresse durante o período de pescaria, era enterrado nestes montes e coberto com as conchas do sambaqui.
Com o recuo lento e progressivo do mar nos últimos milênios, muitos desses sambaquis ficaram a vários quilômetros da atual linha do litoral.
[editar]Chegada dos portugueses
Os primeiros índios paranaenses que entraram em contacto com os portugueses foram os carijós, que habitavam o litoral. Estes eram inimigos dos tupininquim, que habitavam o litoral de São Paulo. Por esse motivo, inicialmente combateram também os portugueses, que eram aliados dos tupiniquins. Este fato foi explorado contra os portugueses por [Ruy Moschéra espanhol que se estabeleceu ilegalmente em Iguape, em 1531.
A destruição da expedição que em 1531, com 80 homens, Martim Afonso de Sousa enviou para os sertões à procura de ouro, chefiada por Pero Lobo, seria obra de Ruy Moschéra.
Em 1562, alguns jesuítas, aproveitando a companhia de espanhóis que partiram a pé de São Vicente até o Prata, chegara ao território paranaense, com o objetivo de catequizá-los. Foram trucidados pelos carijós, pois foram considerados como espiões tios tupiniquins.
Entretanto, apesar destes revezes, os jesuítas da Casa da Missão de São Vicente continuavam enviando esporadicamente catequistas para os indígenas, não só carijós como os do planalto curitibano. Em 1545, o espanhol Álvar Núñez Cabeza de Vaca, que da ilha de Santa Catarina dirigiu-se até Assunção no Paraguai, encontrou, nas margens do rio Iguaçu, um índio já convertido pelos jesuítas portugueses. No início do século XVII, os padres jesuítas fundaram uma Casa de Missão em Cananeia, donde continuaram a enviar missionários para o sul.
Um dos jesuítas que mais se tornou conhecido pelo seu trabalho com os índios do Paraná foi o padre Leonardo Nunes, cognominado pelos carijó de araré-bebe (padre voador).
Em 1605, os padres João Lobato e Jerônimo Rodrigues trabalhavam entre os carijós. Em 1690, trabalhava com o gentio de Curitiba o padre Melchior de Pontes.
No século XVII, fundaram os jesuítas portugueses uma Casa de Missão em Superagui (litoral norte da baía de Paranaguá), donde passaram a partir catequistas até a região de Laguna. Os jesuítas conseguiram estabelecer-se em Paranaguá, porém alguns anos mais tarde (759), os padres da Companhia de Jesus foram expulsos dos territórios portugueses.
[editar]Carijós
Estes índios eram no início muito altivos e orgulhosos de sua liberdade. O trabalho dos jesuítas no seu meio predispôs os mesmos a entrarem em contacto com os portugueses. Domingos Peneda, vindo do Rio de Janeiro, foi o primeiro a conseguir levar alguns carijós até aquela cidade. As câmaras municipais de São Vicente e Santos protestaram por essa intromissão em suas terras e declararam guerra ao indígena carijó (1585), sob alegação de vingar insultos feitos aos portugueses. Na realidade, os portugueses do litoral paulista queriam mão-de-obra escrava para suas fazendas e os carijós pareciam ser a melhor solução.
Foram então aldeados muitos deles e levados para trabalharem na lavoura de São Paulo.
Com a descoberta do ouro no litoral paranaense, formaram-se Companhias de Índios das Minas. Os carijós foram explorados ao maximo na cata de ouro do litoral. Os outrora orgulhosos e valentes homens de arco (guerreiros) transformaram- se em índios administrados, isto é, praticamente escravos. Aprenderam a lavrar ouro na baía de Paranaguá e em consequência foram levados pelos paulistas até Goiás. Aí muitos deles fugiram das bandeiras e internaram-se nos sertões do Araguaia, vindo a formar a conhecida tribo dos canoeiros (habilidade adquirida na baía de Paranaguá).
Os carijós tiveram lugar de destaque nas guerras do Prata contra os espanhóis, desempenhando importante papel na anexação do Rio Grande do Sul ao Império Colonial Português.
Em São Paulo, devido ao grande número de índios oriundos do litoral paranaense, a palavra carijós passou a ser sinônimo de índio.
No início do século XVII, calculava-se em 200.000 os carijós que dominavam o território que ia do Superagui até Laguna em Santa Catarina.
Os remanescentes desta valorosa tribo incorporaram-se à população litorânea. Ainda hoje é possível detectar, na fisionomia do caiçara do litoral, traços fisionômicos dos carijós.

Napoleão

Quem foi - Napoleão
Este grande personagem da história nasceu na Córsega, no ano 1769. Ainda muito jovem, com somente dez anos de idade, seu pai o enviou para a França para estudar em uma escola militar.
Apesar de todas os desafios que encontrou por lá, sempre sempre se manteve muito determinado. Seu empenho e determinação o fizeram tenente da artilharia do exército francês aos 19 anos.

A Revolução Francesa (de 1789 a 1799), foi a oportunidade perfeita para Bonaparte alcançar seu objetivo maior. Tornou-se general aos 27 anos, saindo-se vitorioso em várias batalhas na Itália e Áustria.

Sua estratégia era fazer com que seus soldados se considerassem invencíveis. No ano de 1798 ele seguiu em embarcação para o Egito, com o propósito de tirar os britânicos do percurso às Índias.

Ele foi muito bem quisto por seus soldados e por grande parte do povo francês. Seu poder foi absoluto após ter sido nomeado cônsul.

No ano de 1804, Napoleão finalmente tornou-se imperador. Com total poder nas mãos, ele formulou uma nova forma de governo e também novas leis.
Visando atingir e derrotar os ingleses, Bonaparte ordenou um Bloqueio Continental que tinha por objetivo proibir o comércio com a Grã-Bretanha.
No ano de 1812, o general francês atacou à Rússia, porém, ao contrário de seus outros confrontos, este foi um completo fracasso. Após sair de Moscou, o povo alemão decidiu lutar para reconquistarsua liberdade.
Após ser derrotado, Napoleão foi obrigado a buscar exílio na ilha de Elba; contudo, fugiu desta região, em 1815, retornando à França com seu exército e iniciando seu governo de Cem Dias na França.
Após ser derrotado novamente pelos ingleses na Batalha de Waterloo é enviado para o exílio na ilha de Santa Helena, local de seu falecimento em 5 de maio de 1821.
Este grande personagem da história nasceu na Córsega, no ano 1769. Ainda muito jovem, com somente dez anos de idade, seu pai o enviou para a França para estudar em uma escola militar. Apesar de todas os desafios que encontrou por lá, sempre sempre se manteve muito determinado. Seu empenho e determinação o fizeram tenente da artilharia do exército francês aos 19 anos.



A Revolução Francesa (de 1789 a 1799), foi a oportunidade perfeita para Bonaparte alcançar seu objetivo maior. Tornou-se general aos 27 anos, saindo-se vitorioso em várias batalhas na Itália e Áustria.



Sua estratégia era fazer com que seus soldados se considerassem invencíveis. No ano de 1798 ele seguiu em embarcação para o Egito, com o propósito de tirar os britânicos do percurso às Índias.



Ele foi muito bem quisto por seus soldados e por grande parte do povo francês. Seu poder foi absoluto após ter sido nomeado cônsul.



No ano de 1804, Napoleão finalmente tornou-se imperador. Com total poder nas mãos, ele formulou uma nova forma de governo e também novas leis.



Visando atingir e derrotar os ingleses, Bonaparte ordenou um Bloqueio Continental que tinha por objetivo proibir o comércio com a Grã-Bretanha.



No ano de 1812, o general francês atacou à Rússia, porém, ao contrário de seus outros confrontos, este foi um completo fracasso. Após sair de Moscou, o povo alemão decidiu lutar para reconquistar sua liberdade.

Após ser derrotado, Napoleão foi obrigado a buscar exílio na ilha de Elba; contudo, fugiu desta região, em 1815, retornando à França com seu exército e iniciando seu governo de Cem Dias na França.

Após ser derrotado novamente pelos ingleses na Batalha de Waterloo é enviado para o exílio na ilha de Santa Helena, local de seu falecimento em 5 de maio de 1821.


Córsega (em corso: Corsica) é a quarta ilha do Mar Mediterrâneo por extensão (depois da Sicília, Sardenha e Chipre), à oeste da Itália, constituindo uma região administrativa da França. É dividida em dois departamentos, Alta Córsega e Córsega do Sul. Separada da Sardenha por um curto trecho do Estreito de Bonifacio, emerge como uma enorme cadeia de montanhas rica em florestas do Mar Mediterrâneo, marcando a fronteira entre a parte ocidental do Mar Tirreno e o Mar Lígure. É universalmente conhecida como o berço de Napoleão (nascido em 1769 em Ajaccio, um ano após a ilha ser ocupada pelo Reino da França).
Sua capital e maior cidade é Ajaccio que também capital da Córsega do Sul, enquanto Bastia, a segunda maior cidade, é a capital da Alta Córsega. Outras localidades importantes são Porto-Vecchio, Borgo, Corte e Calvi. Seu ponto mais alto é o Monte Cinto, com 2.706 metros de altura.
Com cerca de um terço do seu território protegido como parque nacional, e muito do belo litoral continua imune do cimento que mudou grande parte da costa mediterrânica, a Córsega, quase despovoada (31 habitantes/km²), com base da sua economia em boa parte no turismo, que pode praticamente duplicar a sua população no verão.
A relação não resolvida entre a Córsega e a França, que a governou por 240 anos, manifesta-se não só a partir do apego de seu povo para as suas tradições e sua língua (u Corsu, como "linguagem poderosa, e o mais italiano entre os dialetos da Itália", por Niccolò Tommaseo) por indicadores estatísticos revelam que a crise económica e social (perene último colodado do país francês por nascimento e emprego), e seus fortes impulsos de autonomia e independência, que colidem com a Constituição francesa.
GEOGRAFIA
Com 8.681 km2 de área, a Córsega surge no mar Mediterrâneo logo ao norte da Sardenha.
De forma alongada nos meridianos, mede 183 km de Cabo Corso (Norte) até Capo Pertusato (Sul), enquanto a largura máxima é de 83 km. O perímetro é de mais de 1.000 quilometros, dos quais 300 constituídos por mais de 200 praias e o território é muito montanhoso, com o Monte Cinto sendo o pico mais alto com 2.706 metros e outros 20 picos com mais de 2.000 metros de altitude.
HISTÓRIA
O mais ilustre e conhecido habitante fora Napoleão Bonaparte, nascido em Ajaccio no ano de 1769. A casa onde nascera está preservada e na cidade encontram-se várias referências à figura histórica, como praças e ruas. Apesar disso, o antigo imperador da França é menosprezado pelo seu próprio povo, que historicamente tem desejado uma maior autonomia ou mesmo a independência da ilha perante o domínio francês.
CULTURA
A etnia corsa é geneticamente relacionada àquela genovesa devido à história de intenso escambo entre a ilha e a república marítima de Gênova.
LÍNGUA
Na Córsega fala-se, ao lado da língua oficial francesa, a língua corsa, que se assemelha ao dialeto toscano, no qual se baseia a língua italiana, devido à histórica relação política, econômica e cultural com Pisa.

FIM DA ESPANHA SUL – AMERICANA.

FIM DA ESPANHA SUL – AMERICANA.

Governar a distância dá muita dor de cabeça. Especialmente quando a colônia fica em outro continente e a comunicação mais rápida com a metrópole é a caravela. Pensando nisso é que a Coroa Espanhola decidiu dividir suas possessões na América em vice- reinados,entregando a administração deles a nobres da Espanha,gente da mais alta confiança.
Na América do sul do século XVIII havia três desses vice-reinados; Nova Granada,Peru e Prata. Subordinadas respectivamente a Nova Granada e Peru, havia duas subdivisões territoriais: as capitanias gerais da Venezuela e do Chile. Era assim que o rei da Espanha controlava suas terras sul- americanas.
E seu poder era exercido não só por intermédio dos vice-reis e dos funcionários administrativos. Também os membros da igreja eram agentes da autoridade real,ajudando a manter a população submissa á Coroa e convertendo –a ao cristianismo.
As terras americanas eram ricas em minérios e a Coroa Espanhola procurava tirar daí o maior proveito reservava para si o monopólio da extração de ouro e prata e concedia a particulares o direito de explorar os outros minerais. Mas para dar essas concessões cobrava pesado tributo: um quinto da produção pertencia á Coroa.

Crioulos, uma força.
Os verdadeiros donos da economia local eram realmente os crioulos (criollos),filhos de europeus, mas nascidos na colônia. Eram donos de grandes fazendas – as estâncias – e tinham a seu serviço grande número de indígenas e negros africanos. Os crioulos, apesar de constituírem a elite intelectual, não tinham acesso aos cargos administrativos. Para esses postos havia espanhóis vindos diretamente da metrópole.
Assim, a aristocracia crioula era obrigada a submeter-se ás ordens dos administradores, que eram fiéis aos interesses da Coroa. Acontece que, com o tempo, esses interesses foram ficando cada vez mais contrários aos dos crioulos, que se iam sentindo economicamente esmagados pela metrópole. Por isso, eles seriam os grandes responsáveis pela eclosão dos movimentos de independência na América do Sul espanhola, onde usariam como massa de manobra a grande legião de índios, negros e mestiços.

Ecos da Europa.
O século XVIII já assiste a diversas revoltas contra a Espanha, todas denominadas. Mas o espírito de rebeldia se intensifica. Por toda parte há insatisfação contra a metrópole. Nas minas e nas fazendas, a palavra de ordem é independência. E os numerosos contatos comerciais, que apesar da proibição eram mantidos, permitiram que as idéias de libertação tomassem corpo entre a elite intelectual. Através desses contatos, chegavam as notícias da revolução liberal da França, da independência dos Estados Unidos da América do Norte. Era um incentivo maior para o levante na colônia espanhola.
Em 1796,forma-se uma aliança entre a França e a Espanha,que terá importantes reflexos na América do Sul. A Inglaterra, em guerra coma França, está agora também em guerra com a Espanha. Sua poderosa esquadra domina o mar e apropria-se do comércio, rompendo as comunicações marítimas entre a Espanha e a colônia.
E é assim que os ingleses apóiam os inssurretos americanos. Em 1806, colaboram em duas tentativas de levante na Venezuela. Os movimentos não tem êxito,mas revelam um líder nacional: Francisco Miranda. Ao mesmo tempo, os ingleses estão também no Sul, provocando a revolta contra os espanhóis em Buenos Aires. Ainda aqui vão mal: são rechaçados pela própria população.
Enquanto isso, as coisas estão mudando na Europa. Em 1808, os franceses invadem a Espanha, o Rei Carlos IV e seu filho Fernando VII abdicam e cedem o poder a Napoleão, que coloca no trono seu irmão José. O povo espanhol não aceita o jugo: uma junta inssurrecional constitui-se em Sevilha, e representará por seis anos a Espanha livre.

Napoleão, uma mudança.
Napoleão quer conquistar popularidade na América,mas os emissários que envia para obter aliança com os espanhóis de além –mar não conseguem êxito. Uma após outra as possessões espanholas americanas vão-se colocando ao lado da Junta de Sevilha. Inteligentemente, os crioulos associam-se aos espanhóis da colônia, dando força ao movimentos antifrancês; e aproveitam para dar ao levante um caráter separatista.
Impotente para dominar a América espanhola, Napoleão muda de tática. Passa a incentivar a independência da colônia, para criar problemas á Espanha. Para isso, recorre a agentes instigadores. Um destes Desmolard, ficou conhecido por ter provocado um movimento que irrompeu em abril de 1810,em Caracas. E em março do ano seguinte, um congresso reúne os cabildos venezuelanos e depõem o governo. É proclamada a independência, em dezembro, Quito segue o exemplo de Caracas.
Buenos Aires, que em 1809 aceitara o vice –rei designado pela junta de Sevilha, derruba- o no ano seguinte e elege uma junta que agrupa os principais elementos crioulos. Do estuário do Prata,a revolta irradia-se para a Bolívia,Paraguai e Uruguai. Aos espanhóis resta somente o Peru.
Eles agora estão mal e tentarão recuperar o terreno perdido. Na Europa estão melhor, pois a junta de Sevilha começa a expulsar os franceses da Espanha, com a ajuda da Inglaterra.

Bolívar, uma esperança.
Se a Espanha vai-se fortalecendo, no mesmo ritmo as colônias que proclamaram sua independência vão –se debilitando. Falta ajuda externa, o isolamento geográfico impede a coesão e, o que é o pior, os revolucionários já manifestam entre si sérias divergências.
Assim, pouco depois da independência , a Venezuela é sacudida por uma guerra civil. Miranda, que fora nomeado ditador do país,é deposto e substituído por Monteverde, comandante do exército real. O movimento de libertação está abalado, mas continuará,liderado agora por um extraordinário líder. Nasceu em Caracas e seu nome é Simon Bolívar(1783- 1830).
De volta da Inglaterra, aonde fôra pedir apoio, Bolívar organiza um pequeno exército e consegue libertar a cidade de Cartagena(em Nova Granada), em fevereiro de 1813.
Mas não para: já em maio parte para a conquista da Venezuela. Entra em Caracas em agosto e derrota Monteverde. Em janeiro de 1814,ganha o titulo de “libertador”, outorgado pela municipalidade de Caracas.
Mas a segunda república venezuelana terá a mesma sorte que a primeira. As tropas reais reconquistam terreno, Bolívar não consegue manter-se em 1815 embarca para Jamaica.

1815, um ano espanhol.
O ano de 1815 é mau para os rebeldes. A monarquia foi restaurada na Espanha, e a metrópole agora quer conter os inssurretos da colônia. E manda considerável reforço para as tropas reais: 56 naus trazem mais 10 mil homens, comandados pelo General Morillo. Com isso, a Espanha triunfa em Nova Granada, bate a junta que se formara em Santiago do Chile, reconquista a Venezuela. No Sul, a sorte dos rebeldes é pouca coisa melhor. Apesar do assédio espanhol a Buenos Aires, eles conseguem manter-se, mas não tem condições de alargar suas bases. Uruguai, Paraguai e a região de Charcas(na Bolívia) estão nas mãos dos realistas.
O ano de 1815 termina com a Espanha praticamente dona da situação. Vencedores, os realistas impõem um regime de terror. Os principais rebeldes são executados sumariamente, há deportações e confiscos em massa.

Regresso do Libertador
Mas o panorama mudaria outra vez. Bolívar está Jamaica,mas não descansa. Com a ajuda britânica, ele compõe um pequeno exército e desembarca na costa venezuelana em janeiro de 1817. auxiliado por camponeses e engrossando a tropa com mercenário ingleses e irlandeses,ele segue de vitória em vitória. Depois de dominar a maior parte do vale do rio Orenoco,Bolívar lança-se com 2500 homens e uma audaciosa empresa: atravessa os Andes,penetra na Colômbia pelo vale do Madalena e esmaga o inimigo. Em agosto, domina, com o que possibilita a formação dos Estados Unidos da Colômbia, recebendo os poderes de presidente e ditador militar.
Bolívar anima-se, o inimigo enfraquece-se. O libertador arremete agora sobre a Venezuela,conquista Caracas e a 30 de agosto de 1821 nasce a 3ª república nesse país. Bolívar é o presidente.
E a 24 de maio de 1822,Antônio José Sucre, seu lugar-tenente,conquista Quito que, juntamente com a Colômbia e a Venezuela,formará a Grande Colômbia, sob a presidência do Libertador.

A Travessia dos Andes

No Sul,as coisas melhoraram para os rebeldes em 1816,quando,na Prata monarquistas e republicanos, depois de muita briga,acabaram unindo-se conta os espanhóis.
A 9 de julho daquele ano, um congresso proclamava a Declaração de Independência das Províncias Unidas da América do Sul. Mas nem o Paraguai nem a Banda Oriental (Uruguai) estariam presentes no congresso. E a região de Charcas continuava dominada pelos espanhóis. Os rebeldes do sul precisam de um líder, e ele surge é o oficial argentino José de San Martín (1778-1850).
San Martín,em 1815, sai da cidade de Mendoza comandando poderoso exército e, a exemplo de Bolívar,lança-se através dos Andes,numa ação que, como a do libertador,ficará famosa pela audácia. Ultrapassando um desfiladeiro a 4200m de altitude, suas tropas entram no território chileno e unem-se as do líder do local Bernardo O’Higgins(1778-1842). Vencem os realistas em Chacabuco e O’Higgins é nomeado ditador supremo do Chile.
Mas a luta não termina aí,passaram-se dois anos de embates, antes da vitória de Maípu, que é decisiva. Em 1818, o Chile é declarado Estado livre e soberano.

Peru, uma trincheira
Falta ainda conquistar o Peru, os espanhóis,entrincheirados a 3 e 4 mil metros de altitude,constituem séria ameaça a precária independência dos ex-vice –reinados de Nova Granada e do Prata. Com o auxilio da esquadra inglesa de Lorde Cochrane,San Martin – desembarca suas tropas nas costas peruanas no inicio de 1821. os espanhóis são batidos em Lima e a independência é proclamada,mas será duro mantê-la, nas montanhas, a resistência espanhola vai-se reorganizando enquanto isso acontece, Bolívar progride em direção ao sul.
Em julho de 1822,os dois grandes chefes- Bolívar e San Martin- encontram-se finalmente, em Guaiaquil,lutam pela mesma causa,mas não conseguem um entendimento. San Martin retira-se da luta e vai terminar sua vida na Europa onde morrerá em 1850. A Bolívar competirá a tarefa de continuar a luta pela independência.

Espanha, o último alento
Os espanhóis reogarnizam-se como podem, nas montanhas, e conseguem retomar a cidade. E além da capital peruana, eles mantem ainda outro importante baluarte, a cidade de Callao.
Mas essa alternativa de vitória é na verdade, o último alento das forças brasileira.
Tanto assim em 9 de dezembro de 1824,Sucre,bravo lugar-tenente de Simon Bolívar esmaga definitivamente a resistência espanhola em lima. E a 18 de janeiro de 1826, a guarnição de Callao,que já resistia havia dois anos, decide render-se.
Depois de um século de luta, a América do Sul colonizada pela Espanha estava livre.

A REVOLUÇÃO INGLESA DO SÉCULO XVII

A REVOLUÇÃO INGLESA DO SÉCULO XVII

INGLATERRA DO SÉCULO XVII

Este século foi marcante, visto que o país atravessou duas tormentas, ou movimentos revolucionários que sacudiram as bases monárquicas. A primeira foi a REVOLUÇÃO PURITANA, DE 1640. a segunda foi a REVOLUÇÃO GLORIOSA, de 1688. as duas fazem parte do mesmo processo revolucionário. Por isso o motivo de mencionar revolução e não revoluções da Inglaterra.
Essa revolução foi uma das primeiras manifestações da crise do Antigo Regime, ou forma absolutista de governo. Isso tudo deu base para o pleno desenvolvimento do capitalismo e da revolução industrial do século XVIII. De certa forma esta pode ser considerada a primeira revolução burguesa da Europa.
VIDA SOCIAL ANTES DA REVOLUÇÃO
Com a Dinastia Tudor, a Inglaterra teve muitas conquistas, que serviram de base para o desenvolvimento econômico do país. Seus maiores representantes foram os monarcas Henrique VIII e Elisabeth I, que entre outros feitos conseguiram: unificar o país, dominar a nobreza, afastar-se do Papa além de confiscar os bens da igreja católica , e ao mesmo tempo criar a igreja anglicana, e entrar na disputa por colônias com os espanhóis.
Foram com esses monarcas que ocorreu a formação de monopólios comerciais, como a Companhia das Índias Orientais e dos Mercadores Aventureiros. Isto serviu para impedir a livre concorrência, embora essa ação tenha sufocado alguns setores da burguesia. Como por exemplo os artesões, que se viram obrigados a pagar mais caro por alimentos e produtos usados nos seus serviços. Isto resultou na divisão da burguesia: de um lado, os grandes comerciantes que gostaram da política de monopólio, e de outro a pequena burguesia que queria a livre concorrência.
Outro problema era a detenção de privilégios nas mãos das corporações de ofício. Também outra situação problemática era na zona rural, com a alta dos produtos agrícolas, as terras foram valorizadas. Isso gerou os cercamentos, isto é, os grandes proprietários rurais que aumentavam suas terras por ocupar as terras coletivas, transformando-as em privadas. O resultado foi: a expulsão de camponeses do campo e a criação de grandes propriedades para a criação de ovelhas e para a produção de lã.
Para não deixar o conflito entre camponeses e grandes proprietários aumentasse o governo tentou impedir os cercamentos. Claro que com essa ação a nobreza rural, Gentry, e a burguesia mercantil foram fortes oponentes.

DIANiSTIA STUART
Esta dinastia iniciou-se após a morte da rainha Elisabeth, em 1603. O primeiro rei foi JAIME I, rei da Escócia. Este, dissolveu o parlamento várias vezes e quis implantar uma monarquia absoluta do direito divino. Infelizmente foi radical, pois perseguiu os católicos e seitas menores, sob o pretexto de estes mesmos estavam organizando a Conspiração da Pólvora em 1605. Muitos que ficaram descontentes começaram a para a América do norte.

Os atritos entre rei e parlamento ficaram fortes e intensos , principalmente depois de 1610.

Em 1625, houve a morte do Jaime I e seu filho , Carlos I, assumiu o poder. Em 1628, com tantas guerras, o rei viu-se obrigado a convocar um parlamento , que foi bem hostil, até exigiram o cumprimento da “petição dos direitos”. Isto quer dizer, o parlamento queria o controle da política financeira e do exército, além de regularizar a convocação do parlamento. A resposta real foi bem clara: a dissolução do parlamento, que voltaria a ser convocado em 1640.

O rei Carlos governou sem parlamento, mas ele buscou o apoio da Câmara Estrelada, uma espécie de tribunal ligado ao Conselho Privado do Rei. Para reforçar o absolutismo, Carlos I aumentou os impostos, ou seja, começou a cobrar impostos que antes já haviam caído no desuso, como exemplo o ship money, imposto criado para proteger as cidades portuárias de ataques piratas, agora com Carlos esse imposto passou a ser cobrado até mesmo nas cidades de interior, onde dificilmente um pirata atacaria. Também tentou impor a religião anglicana aos calvinistas escoceses( presbiterianos). Isso gerou rebeliões por parte dos escoceses que invadiram o norte da Inglaterra. Com isso o rei viu-se obrigado a reabrir o parlamento em abril de 1640 para obter ajuda da burguesia e da Gentry. Mas o parlamento tinha mais interesse no combate ao absolutismo. Por isso foi fechado novamente. Em novembro do mesmo ano foi convocado de novo. Desta vez ficou como o longo parlamento, que se manteve até 1653.

A REVOLUÇÃO PURITANA
A guerra civil inglesa estendeu-se de 1612 à 1649, e dividiu o país. De um lado havia oscavaleiros, o exército fiel ao rei e apoiado pelos senhores feudais. Do outro, os cabeças-redondas,visto que não usavam perucas e estavam ligados a gentry, eram forças que apoiavam o parlamento.
O parlamento foi bastante radical em suas ações. Começou por dissolver a câmara estrelada, proibiu o rei de ter um exército permanente, tomou a liderança política e tributária do país, culpou o rei por um levante na Irlanda católica em 1641.
Em 1642, começava a guerra civil. Oxford tornou-se a sede do rei, onde se organizou um exército de 20 mil homens. O apoio veio dos aristocratas do oeste e do norte, juntamente com uma parte dos ricos burgueses , que estavam preocupados com as agitações sociais. Em contra partida o exército do parlamento foi comandado por Oliver Cromwell, originado de uma família de nobres calvinistas. Com ele o exército teve grandes mudanças. Era formado por camponeses, burgueses de Londres e a gentry. O mais importante fato neste exército, era que as classes hierárquicas seriam alcançadas não mais por nascimento mais sim por merecimento. Isto serviu de grande incentivo entre os combatentes. Esse exército foi decisivo na Batalha final de Naseby em 1645. Carlos I perdeu a guerra e fugiu para a Escócia, lá ele foi preso e vendido para o parlamento inglês , curiosamente pelo parlamento escocês. ( ele não teve sorte com parlamentos!).

Já entre o vitorioso exército do parlamento, havia uma divisão entre os Grandes, ou seja, o alto escalão dos oficiais, e os niveladores, que avançados para época, eram a maior parte dos combatentes. Suas idéias eram : comércio livre para os pequenos produtores, proteção à pequenas propriedades, fim do pagamento do dízimo à igreja, separação da igreja e do estado, fim dos cercamentos e direito de votos para todos.

Tentaram assumir o controle do exército em 1647. com toda essa agitação, Carlos I conseguiu fugir. Mas com a união do exército , ele foi capturado e decapitado. O parlamento foi desativado, por excluir 96 membros e prender 47. com a morte de Carlos I em 30 de janeiro de 1649, a república foi proclamada em 19 de maio do mesmo ano.

GOVERNO DE CROMWELL
O governo de Oliver Cromwell atendia os interesses burgueses. Quando começou a haver rebeliões na Escócia e na Irlanda, ele as reprimiu com brutalidade. Oliver procurou eliminar a reação monarquista. Fez uma “limpeza” no exército. Executou os líderes escavadores( estes eram trabalhadores rurais que queriam tomar terras do estado, nobreza e clero). Com tantas execuções os menos favorecidos ficaram a “mercê da sorte” e acabaram por entrar em movimentos religiosos radicais.
Uma medida para combater os holandeses e fortalecer o comércio foi os Atos da navegação. Essa lei resumia-se no seguinte: o comércio com a Inglaterra só poderia ser feito por navios ingleses ou dos países que faziam negócios com a Inglaterra.
Em 1653, Oliver autonomeou-se Lorde Protetor, seus poderes eram tão absolutos quanto de um rei. Mas ele recusou-se a usar uma coroa. Embora na prática agia como um soberano. Com apoio dos militares e burgueses, impôs a ditadura puritana, porque governou com rigidez e intolerância, com idéias puritanas. Ele morreu em 1658 e seu filho Richard assumiu o poder. Mas este logo foi deposto em 1659.

A RESTAURAÇÃO STUART E A REVOLUÇÃO GLORIOSA
Após a Richard, Carlos II, da família Stuart, é proclamado rei da Inglaterra em 1660. os poderes de Carlos eram limitados. Por isso ele estreitou ligações com o rei francês Luis XIV, isto logo manchou sua reputação com o parlamento.

Carlos II baixou novos atos de navegação favoráveis ao comércio inglês. Envolveu-se na guerra com a Holanda. Em 1673, o parlamento aprovou a lei do teste: todo o funcionário público deveria professar o anticatolicismo. Com essas atitudes o parlamento ficou dividido em dois grupos: os whigs, que eram contra o rei e favoráveis às mudanças revolucionárias além de serem ligados a burguesia. Os tories, eram defensores feudais e ligados à antiga aristocracia feudal.

Em 1685, morreu Carlos II e seu irmão Jaime II assume o governo. Este tomou medidas drásticas, quis restaurar o absolutismo, o catolicismo( em um país com outras tendências religiosas), também punia os revoltosos com a negação do habeas corpus- proteção a prisão sem motivo legal- o parlamento não tolerou esse comportamento e convocou Maria Stuart, filha de Jaime II e esposa de Guilherme de Orange, para ser rainha . com isso o rei foge para a França e Maria Stuart e seu esposo tornaram-se monarcas ingleses. Esta foi a revolução Gloriosa.

Os novos soberanos tinham alguns deveres. Por exemplo, tiveram de aceitar a Declaração dos Diretos. Esta declaração tirava boa parte doa poderes reais. O rei ficou apenas como um símbolo, pois quem realmente governava era o parlamento. Visto que de acordo com a declaração o rei não podia cancelar as leis parlamentares; o reino poderia ser entregue a quem o parlamento quisesse, após a morte do rei; inspetores controlariam as contas reais; e o rei não deveria manter um exército em épocas de paz.

As decisões administrativas passaram a serem tomadas por ministros,e o tesouro ficou sob a direção de altos funcionários.

Com tudo isso, houve a criação do banco da Inglaterra, em 1694

O Município da Lapa

O Município da Lapa
Lapa, do latim, lápis – pedra, grota. Substituiu a denominação de Capão Alto pela presença, próximo a atual cidade, das formações areníticas, pedras, que formam a gruta do Monge, grota.
Não são muito positivos os dados históricos que possuem acerca da origem da povoação do Capão Alto. Entretanto, parece plausível que ela se tenha originado depois de 1731, em consequência da abertura da estrada de Curitiba á Viamão.
Naquele tempo iniciavam suas viagens, com seus comboios pelo caminho de Lages, os tropeiros que de São Pedro do Sul seguiam para Sorocaba. E tornava-se necessário fazer pouso nos arredores do Capão Alto, próximo as alturas que a lenda veio a consagrar, um século depois, ao monge. Era ali o final da etapa diária para aqueles que pela manhã deixavam as margens do rio Negro e que, ao entardecer, buscavam descanso. A meio caminho do rio Negro a Curitiba, estava a fadada a região a notável desenvolvimento, pois seria um ponto seguro para reabastecer os caminhoneiros que de longe vinham.
Foi o que compreenderam alguns aventureiros portugueses que, sem tardança, ali se foram estabelecer, não obstante o perigo que tinham a enfrentar com as incursões dos selvagens pelas vizinhanças. E, assim, no aprazível lugar onde a vista se perde no descampado verdejante, estabeleceram –se os primeiros, João Pereira Braga e a sua mulher Josepha Gonçalves da Silva.
Como os centros povoados ficassem distantes algumas léguas, cuidaram os povoadores de emprestar especial cuidado a agricultura a pecuária , dando lugar a que bem cedo se constatasse a fertilidade das terras e a riqueza dos campos da região.
Em consequência dessas provas foi-se aos poucos povoando o Capão Alto, de modo que em meados do século XVIII já grande era o numero de habitantes do lugarejo onde se erguia uma tosca capelinha sob a invocação de Nossa Senhora do Capão Alto, levantada pelos padres carmelitas do Tamanduá e que teve por primeiro vigário o reverendo João da Silva Reis, filho do primeiro casal que ali aportou. Em 1769 foi a povoação elevada a Freguesia pela Igreja, tão notável já era o numero de fieis.
Quando se realizaram as expedições de descoberta e exploração dos rios do registro, Tibagy,etc. por determinação de Afonso Botelho de Sampaio e Souza, estacionou no lugar uma companhia de auxiliares que recebeu a inspeção daquele coronel em 10 de Fevereiro de 1771, tendo o mesmo providenciado o mesmo que era preciso para aumento da nova freguesia .
Mais tarde, em 13 de junho de 1897, foi pelo governo da capitania de São Paulo criada a freguesia era a cada vez mais notável, despertando por isso nos povoadores a esperança de conseguirem a sua elevação a vila.
Contava já com trezentos e tantos fogos , apresentado aspecto agradável a vista, com suas ruas bem alinhadas, quando, em 1806, o seu comandante mandou edificar o prédio que deveria servir de Câmara e Cadeia. A seguir, os notáveis do lugar, tendo a frente o Capitão Francisco Teixeira Coelho, comandante das funções da freguesia, passaram procuração ao Cel José Vaz de Carvalho e Capitão José de Andrade e Vasconcelos para que qualquer deles solicita-se ao General Comandante da Capitania de São Paulo, a elevação da freguesia a vila, com justiça Ordinária e juiz de órfãos.

Os Idosos no Brasil

Os idosos no Brasil

Os idosos são hoje 14,5 milhões de pessoas, 8,6% da população total do País, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base no Censo 2000. O instituto considera idosas as pessoas com 60 anos ou mais, mesmo limite de idade considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para os países em desenvolvimento. Em uma década, o número de idosos no Brasil cresceu 17%, em 1991, ele correspondia a 7,3% da população.
O envelhecimento da população brasileira é reflexo do aumento da expectativa de vida, devido ao avanço no campo da saúde e à redução da taxa de natalidade. Prova disso é a participação dos idosos com 75 anos ou mais no total da população - em 1991, eles eram 2,4 milhões (1,6%) e, em 2000, 3,6 milhões (2,1%).
A população brasileira vive, hoje, em média, de 68,6 anos, 2,5 anos a mais do que no início da década de 90. Estima-se que em 2020 a população com mais de 60 anos no País deva chegar a 30 milhões de pessoas (13% do total), e a esperança de vida, a 70,3 anos.
O quadro é um retrato do que acontece com os países como o Brasil, que está envelhecendo ainda na fase do desenvolvimento. Já os países desenvolvidos tiveram um período maior, cerca de cem anos, para se adaptar. A geriatra Andrea Prates, do Centro Internacional para o Envelhecimento Saudável, prevê que, nas próximas décadas, três quartos da população idosa do mundo esteja nos países em desenvolvimento.
A importância dos idosos para o País não se resume à sua crescente participação no total da população. Boa parte dos idosos hoje são chefes de família e nessas famílias a renda média é superior àquelas chefiadas por adultos não-idosos. Segundo o Censo 2000, 62,4% dos idosos e 37,6% das idosas são chefes de família, somando 8,9 milhões de pessoas. Além disso, 54,5% dos idosos chefes de família vivem com os seus filhos e os sustentam.

O ABSOLUTISMO MONÁRQUICO

O ABSOLUTISMO MONÁRQUICO

CONCEITO:
Entende-se por Absolutismo, o processo de centralização política nas mãos do rei. É resultado da evolução política das Monarquias Nacionais, surgidas na Baixa Idade Média; fruto da aliança rei – burguesia.
FATORES DO ABSOLUTISMO
1.Aliança rei - burguesia:
A burguesia possuía um interesse econômico na centralização do poder político: a padronização monetária, dos pesos e medidas. Adoção de mecanismos protecionistas, garantindo a expansão das atividades comerciais; a adoção de incentivos comerciais contribuía para o enfraquecimento da nobreza feudal e este enfraquecimento-em contrapartida- garantia a supremacia política do rei. 2.Reformas Religiosas:
A decadência da Igreja Católica e a falência do poder papal contribuíram para o fortalecimento do poder real.
Durante a Idade Média, o poder estava dividido em três esferas:
-poder local, exercido pelo nobreza medieval;
-poder nacional, exercido pela Monarquia;
-poder universal, exercido pelo Papado. Assim, o processo de aliança rei -burguesia auxiliou no enfraquecimento do poder local; as reformas religiosas minaram o poder universal colaborando para a consolidação do poder real. 3.Elementos Culturais:
O desenvolvimento do estudo de Direito nas universidades e a preocupação em legitimar o poder real. O Renascimento Cultural contribuiu para um retorno ao Direito Romano.
MECANISMOS DO ABSOLUTISMO MONÁRQUICO
A) Criação de um Exército Nacional: Instrumento principal do processo de centralização política. Formado por mercenários, com a intenção de enfraquecer a nobreza e não armar os camponeses.
B) Controle do Legislativo: Todas as decisões do reino estavam controladas diretamente pelo rei, que possuía o direito de criar as leis.
C) Controle sobre a Justiça: Criação do Tribunal Real, sendo superior aos tribunais locais ( controlados pelo senhor feudal ).
D) Controle sobre as Finanças: intervenção na economia, mediante o monopólio da cunhagem de moedas, da padronização monetária, a cobrança de impostos, da criação de Companhias de Comércio e a imposição dos monopólios.
E) Burocracia Estatal: corpo de funcionários que auxilia na administração das obras públicas, fortalecimento o controle do Estado e, consequentemente , o poder real.
TEÓRICOS DO ABSOLUTISMO MONÁRQUICO Nicolau Maquiavel ( 1469/1525 ) - Responsável pela secularização da política, ou seja, ele supera a relação entre ética cristã e política. Esta superação fica clara na tese de sua principal obra, O Príncipe ¬segundo a qual "os fins justificam os meios".
Maquiavel subordina o indivíduo ao Estado, tornando-se assim no primeiro defensor do absolutismo..
Thomas Hobbes ( 1588/1679 ) -Seu pensamento está centrado em explicar as origens do Estado. De acordo com Hobbes, o homem em seu estado de natureza é egoísta. Este egoísmo gera prejuízos para todos.
Procurando a sociabilidade, os homem estabelece um pacto: abdica de seus direitos em favor do soberano, que passa a Ter o poder absoluto. Assim, o estado surge de um contrato.
A idéia de contrato denota características burguesas, demonstrando uma visão individualista do homem ( o indivíduo pré-existe ao Estado ) e o pacto busca garantir e manter os interesses dos indivíduos.
A obra principal de Hobbes é "Leviatã". Jacques Bossuet ( 1627/1704 ) e Jean Bodin ( 1530/1596 )
Defensores da idéia de que a autoridade real era concedia por Deus. Desenvolvimento da doutrina do absolutismo de direito divino - o rei seria um representante de Deus e os súditos lhe devem total obediência.
Absolutismo na península Ibérica PORTUGAL
-Primeiro país a organizar o Estado Moderno. Centralização política precoce em virtude da Guerra de Reconquista dos -cristãos contra muçulmanos.
A centralização do Estado Português ocorreu em 1385, com a Revolução de Avis, onde o Mestre da Ordem de Avis ( D. João ), com o apoio da burguesia mercantil consolidou o centralismo político. ESPANHA
- O processo de centralização na Espanha também está relacionado com a Guerra de Reconquista e foi fruto de uma aliança entre o Reino de Castela e o Reino de Aragão, em 1469 e consolidado em 1492 - com a expulsão definitiva dos mouros da península. Absolutismo na França A consolidação do absolutismo francês está relacionado com a Guerra do Cem Anos: enfraquecimento da nobreza feudal e fortalecimento do poder real. A principal dinastia do absolutismo francês foi a dos Bourbons: Henrique IV ( 1593/1610 ) precisou abandonar o protestantismo para ocupar o trono real. Responsável pelo Édito de Nantes (1598 ) que concedeu liberdade religiosa aos protestantes. Luís XIII ( 1610/1643 ) Em seu reinado, destaque para a atuação de seu primeiro-ministro o cardeal Richelieu. A política de Richelieu visava dois grandes objetivos: a consolidação do absolutismo monárquico na França e estabelecer, no plano externo, a supremacia francesa na Europa. Para conseguir este último objetivo, Richelieu envolveu a França na guerra dos Trinta Anos (1618/1648), contra a os Habsburgos austríacos e espanhóis.
Luís XIV ( 1643/1715 ) -O exemplo máximo do absolutismo francês, denominado o "rei-sol". Organizou a administração do reino para melhor controle de todos os assuntos. Governava através de decretos e submeteu a nobreza feudal e a burguesia mercantil.
Levou ao extremo a idéia do absolutismo de direito divino.
Um dos principais nomes de seu governo foi o ministro Colbert, responsável pelas finanças e dos assuntos econômicos.
A partir de seu reinado a França inicia uma crise financeira, em razão das sucessivas guerras empreendidas por Luís XIV. A crise será acentuada com o Édito de Fontainebleau, decreto real que revogou o Édito de Nantes. Com isto, muitos protestantes abandonam a França, contribuindo para uma diminuição na arrecadação de impostos. A crise do absolutismo prossegue no reinado de Luís XV e atingirá
a ápice com Luís XVI e o processo da Revolução Francesa.
Absolutismo na Inglaterra O apogeu do absolutismo inglês deu-se com a Dinastia Tudor, família que ocupa o poder após a Guerra das Duas Rosas: Henrique VIII ( 1509/1547 ) - Empreendeu a Reforma Anglicana, após o Ato de Supremacia ( 1534 ). Com a reforma, o Estado controla as propriedades eclesiásticas impulsionando a expansão comercial inglesa.
Elizabeth I ( 1558/1603 ) -Implantou definitivamente o anglicanismo, mediante uma violenta perseguição aos católicos e aos protestantes.
Iniciou uma política naval e colonial - caracterizada pela destruição da Invencível Armada espanhola e a fundação da primeira colônia inglesa na América do Norte - Virgínia ( 1584 ).
Em seu reinado a Inglaterra realiza uma grande expansão comercial, com a formação de Companhias de Comércio e fortalecendo a burguesia.
Com a morte de Elizabeth I ( 1603 ), inicia-se uma nova dinastia ¬Stuart - marcada pela crise do absolutismo inglês.
O MERCANTILISMO . CONCEITO: Política econômica do Estado Moderno baseada no
acúmulo de capitais.
A acumulação de capitais dá-se pela atividade comercial, daí o mercantilismo apresentar uma série de práticas para o desenvolvimento das práticas comerciais. OBJETIVOS: A intervenção do estado nos assuntos econômicos visava o fortalecimento do Estado e o Enriquecimento da burguesia.
PRÁTICAS MERCANTILISTAS
Para conseguir o acúmulo de capitais, a política mercantilista apresentará os seguintes elementos:
Balança comercial favorável: medida que visava a evasão monetária. A exportação maior que a importação auxiliava a manter as reservas de ouro.
Metalismo (bulionismo): necessidade de acumular metais preciosos (ouro e prata ).
Intervencionismo estatal: forte intervenção do Estado na economia, com o intuito de desenvolver a produção agrícola, comercial e industrial. O Estado passa a adotar medidas de caráter protecionista ¬estimular a exportação e inibir a importação, impondo pesadas tarifas alfandegárias.
Monopólios: elemento essencial do protecionismo econômico. O Estado garante o exclusivismo comercial sobre um determinado produto e/ou uma determinada área. TIPOS DE MERCANTILISMO
Cada Estado Moderno buscará a acumulação de capitais obedecendo suas próprias especificidades. PORTUGAL - Mercantilismo agrário, o acúmulo de capitais virá da atividade agrícola na colônia ( Brasil ). ESPANHA: Metalismo, em razão da grande quantidade de ouro e prata da América. O grande afluxo de metais trouxe uma alta dos preços das mercadorias e desencadeou uma enorme inflação. Este processo é conhecido como revolução dos preços. FRANÇA: Produção de artigos de luxo para a exportação. Também conhecido como colbertismo, por causa do ministro Jean Colbert. INGLATERRA: Num primeiro momento, a Inglaterra consegue acúmulo de capitais através do comércio, principalmente após o Ato de Navegação de 1651. O grande desenvolvimento comercial vai impulsionar a indústria. Esta última se tornará na atividade principal para a Inglaterra conseguir o acúmulo de capitais. HOLANDA: desenvolve o mercantilismo misto, ou seja, comercial e industrial. MERCANTILISMO E FORMAÇÃO DO SISTEMA COLONIAL A principal dificuldade do mercantilismo residia na necessidade que todos os países tinham de manter uma balança comercial favorável, ou seja, todos queriam exportar, porém nenhum gostava de importar.
Para solucionar este problema e que será montado o Sistema Colonial. As áreas coloniais, mediante o
denominado pacto colonial, auxiliava a Europa no processo de acumulação de capitais ao vender - a preços muito baixos - matéria-prima e comprar - a preços elevados, os produtos manufaturados.
CONSEQÜÊNCIAS O processo de acúmulo de capitais, impulsionado o capitalismo; A formação do Sistema Colonial Tradicional ( séculos XVI/XVIII); O desenvolvimento do escravismo moderno, onde o escravo é
visto como mão-de-obra e mercadoria.

A origem do casamento na idade média

A origem do casamento na idade média
Os casamentos medievais estiveram na origem de algumas das actuais tradições ligadas ao casamento. Neste tempo em que a Fé dominava os acontecimentos artísticos, intelectuais, sociais e políticos, o casamento era claramente do domínio da Igreja
A maioria das mulheres da nobreza casava antes dos 19 anos, e os seus noivos eram, regra geral, muito mais velhos que elas.
As Leis do Casamento
Foi durante a Idade Média que as leis do casamento iniciaram a sua evolução.
Em 1076, o Concílio de Westminster decretou que nenhum homem devia entregar a sua filha a alguém sem a bênção de um sacerdote.
Mais tarde, foi decretado que o casamento não devia ser secreto, mas antes um acto público.
No entanto, apenas no século XVI, o Concílio de Trento decretou que o casamento devia ser obrigatoriamente celebrado por um sacerdote.
Muitas das vezes o casamento significava a celebração de um contrato entre os noivos, estipulando os direitos de cada um. A herança e a propriedade eram os principais motivos que fundamentavam estes casamentos arranjados.
É claro que também existiam casamentos por amor, mas estes verificavam-se sobretudo entre as classes sociais mais baixas.
Nesta época, a separação dos casais era tolerada e, embora não houvesse divórcio legal, a anulação do casamento era possível, mediante circunstâncias especiais.


As Tradições Medievais
O Vestido de Noiva
Contrariamente à tradição actual, o vestido de noiva não era branco.
O azul era o símbolo tradicional da pureza, embora o vestido pudesse ser de qualquer outra cor.
É também na Idade Média que a liga passa a ser parte integrante da indumentária de uma noiva.
As Flores
Os Cruzados que regressavam da Terra Santa trouxeram consigo uma tradição Islâmica: a flor de laranjeira.
Estas flores eram, no entanto, muito caras e apenas os nobres as podiam comprar.
O Bolo de Noiva
O bolo de noiva teve a sua origem numa antiga tradição Romana que consistia em partir um pequeno pedaço de pão sobre a cabeça da noiva, a fim de lhe desejar fertilidade.
O bolo de noiva de "andares" teve a sua origem na Idade Média.
Era costume os convidados trazerem pequenos bolos que eram colocados uns em cima dos outros. Os noivos tentavam então beijar-se sobre os bolos sem os derrubar para dar sorte e prosperidade.
Os Presentes de Casamento
Na Idade Média, pelo menos três presentes de casamento eram trocados:
- A família da noiva era responsável pelo dote da noiva;
- À família do noivo cabia o papel de dar aos noivos uma casa apropriada, bem como um rendimento adequado;
- O sacerdote que celebrava o matrimónio recebia o terceiro presente.
Os presentes de casamento incluíam ainda pequenas peças de mobiliário que o noivo oferecia à noiva na manhã após o casamento ser consumado. Este "presente da manhã" ou "oferta de agradecimento" era dado para compensar a noiva pela perda da sua virgindade.
A Festa de Casamento
Os casamentos medievais, quando celebrados entre membros da nobreza, tinham muitas vezes lugar nos seus castelos. Eram grandes festas com vários divertimentos e comida farta. Nesse dia, os mendigos vinham de longe para receberem as sobras do banquete e era tradição o senhor do castelo libertar alguns prisioneiros.
Entre os camponeses os casamentos eram celebrados na casa da noiva. Toda a aldeia se reunia para festejar a ocasião e presentear os noivos com alguns utensílios de madeira e outras ferramentas.
Como não havia dinheiro para alianças, era tradição que uma moeda partida fosse dada à noiva, sendo a outra metade entregue ao noivo.
Outra tradição era atirar sementes ou grãos de trigo aos noivos para lhes desejar uma família numerosa.
Independentemente da classe social, o casamento era sempre um acontecimento grandemente celebrado. Havia sempre um banquete para celebrar a ocasião e nele podiam ser servidos até seis pratos diferentes!
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