sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Curso intérprete de Libras.

O IF-SC, no Campus Florianópolis - Continente, está ofertando curso "Básico
de Tradução e Interpretação Libras - Português" com 160h na modalidade a
distância.

O curso vai de março a agosto, com encontros presenciais nas terças-feiras
das 19 às 22h quinzenalmente mais atividades a distância, menos na primeira
semana que haverá aula de terça a quinta.

Componentes Curriculares:
- Profissional Intérprete - 40h
- Linguística das Línguas de Sinais aplicada a atuação do intérprete - 60h
- Prática de interpretação - 60h

As inscrições vão do dia 06 a 20/02 no site www.ingresso.ifsc.edu.br

Vá em "CURSOS DE QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL" , depois escolha o Campus
Florianópolis Continente, que aparecerão os cursos ofertados. Preencha os
dados solicitados. Leia o edital para saber as datas de divulgação dos
resultados e dia da avaliação da fluência em libras.

Divulguem.

Dúvidas, podem entrar em contato.

Uéslei Paterno
Material didático em Libras e formação de Intérpretes de
LS

Coordenador do NAPNE do IF-SC
Pró-Reitoria de Ensino
Instituto Federal de Santa Catarina
Professor do Campus Continente
Intérprete de Libras-Português
Rua 14 de Julho, 150
Coqueiros - Florianópolis - SC
88075-010
Fone 48 3877-9017

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Estágio

Repassando,

Katia C. M. amorim

---------- Mensagem encaminhada ----------
De: Sabine Antonialli Arena Vergamini
Data: 31 de janeiro de 2012 08:19
Assunto: ESTÁGIO
Para:


DIVULGANDO****

** **

[image: Descrição:
http://www.frsp.org/assinatura/ECS.gif]
****

*Sabine Antonialli Arena Vergamini*
*Diretora de Unidade Socioeducacional*
Tel: (11) 4613-8515
www.ecs.org.br ****

** **

[image: Descrição: InstitutoAdhara_final2.jpg]****

** **

Cotia, 23 de Dezembro de 2011.****

Referente à vaga de estágio na LIBRAS e/ou Intérprete.****

** **

Somos uma instituição, sem fins lucrativos, nascida em Dezembro de 2009,
que atende a 85 surdos, residentes ou estudantes da região grande oeste de
São Paulo, com idades entre 0 e 21 anos, por meio de atividades
interdisciplinares e integrativas que pretendem ampliar a inclusão familiar
e social do indivíduo surdo. O atendimento aos surdos é estendido aos seus
familiares através de propostas de ampliação dos recursos comunicativos,
como o ensino de LIBRAS, além do espaço de convivência, acolhimento e
escuta oferecido pelo instituto. ****

Algumas das atividades oferecidas, atualmente, são: fonoaudiologia,
acupuntura, terapia floral, dinâmicas familiares, grupos de apoio, oficinas
de letramento, aulas de LIBRAS, yoga, judô, oficinas de brincadeiras,
danças folclóricas brasileiras, fisioterapia, serviço social, artesanato,
palestras. Também contamos com apoio voluntário externo em orientação
nutricional, condicionamento físico, homeopatia. ****

Em nosso quadro de atividades, a LIBRAS é oferecida aos familiares, aos
profissionais do instituto e, aos surdos com déficit linguístico que
tiveram pouco contato com a língua.****

A partir do ano de 2012 ofereceremos uma oportunidade de estágio, não
remunerado, na LIBRAS e/ou Intérprete para oferecer maior conhecimento e
convivência com os surdos fora do espaço escolar ou clínico. O estágio será
supervisionado pelo nosso orientador social surdo, e professor de LIBRAS,
Eduardo Sabanovaite, profissional formado em Letras LIBRAS - UFSC.****

Estamos a disposição para maiores esclarecimentos e construção dessa
parceria. Favor entrar em contato, preferencialmente por email, a partir do
dia 10/01/12. Solicitamos o encaminhamento do currículo. ****

Atenciosamente,****

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Simone Spadafora****

(Coordenadora do Instituto Adhara)****

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Instituto Adhara****

Rua Tapes, 34 – Granja Viana – Cotia/SP - Fone: 5054-3878/74760374****

simone@institutoadhara.org.br****

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domingo, 15 de janeiro de 2012

CASTELOS DE AREIA, CONCHAS E MORTOS.



CASTELOS DE AREIA, CONCHAS E MORTOS.
"Construídos camada a camada, há 8 mil anos, pelos primeiros povos conhecidos do Brasil,os Sambaquis serviam de moradia, cemitério e palco de festas. Mas sua história ainda é um mistério”.

Eles se elevam na paisagem como simples colina à beira –mar, mas ainda guardam segredos que desafiam os estudiosos. Não são acidentes da natureza. São construções frutos de um trabalho de formiga executado durante anos, que podia passar de geração em geração. Esses montes, que parecem dunas cobertas de grama, foram feitos com pequeníssimos fragmentos,principalmente conchas,em pedacinhos,em lascas,inteiras,depositadas umas sobre as outras,num esforço obstinado e caprichoso. São os sambaquis,nome formado de tamba, que em tupi significa concha, e ki= amontoado. A maioria mede até 6 metros, mas em Santa Catarina,já foram encontrados alguns com 30 e até 70 metros, mesma altura do vão central da ponte Rio –Niterói e bem maior que a Estátua da Liberdade (46metros). As conchas, somavam-se areia, ossos de peixes, restos de fogueira e ferramentas, e também os corpos dos mortos da comunidade. Esses materiais iam formando camadas e constituindo plataformas elevadas que, hoje, são um extraordinário registro dos grupos pré-históricos que viveram há cerca de 8 mil anos no Brasil.
Exímio conhecedor do mar, eles ocuparam uma grande parte do litoral e foram senhores desse espaço até a chegada dos índios tupis à região, por volta de 2 mil anos atrás. O que permitiu que arqueólogos no século XXI se debrucem (na verdade escalem) sobre os costumes desses povos foi,exatamente, o costume enigmático que tinham de construir morros, os sambaquis.
A quantidade de conchas nesses sítios é tamanha que, até meados da década de 80,pensava-se que vinha delas o alimento preferido pelos seus habitantes. Hoje sabe-se que podiam até aproveitar como tira-gosto os berbigões,ostras e mexilhões encontrados na praia, mas seu prato principal era mesmo peixe. O surgimento das colinas artificiais não foi casual,nem efeito do mero descarte de resíduo alimentares, como se acreditou durante muito tempo. Atualmente, os estudiosos concordam que sua construção teve um propósito.
O desafio, agora, é conseguir decifrar que propósito era esse. As pesquisas ainda não chegaram a uma conclusão, mas levantaram várias hipóteses. Os sambaquis podem ter sido um amontoado sobre o qual vivia uma população confusa, que ia largando tudo sob si (lixo, comida, restos de mortos), ou um tipo de cemitério, ou um ambiente misto, loteado em áreas destinadas a diferentes funções, ou, ainda, podem ter servido a rituais e como altivo símbolo de status.
A partir do Sul do país, os sambaquis estão presente numa faixa contínua, desde balneário de Torres (RS) até Cabo Frio (RJ). Desse ponto em diante, desse ponto em diante os registros passam a ser pontuais, no litoral baiano,no Piauí,no Maranhão e Pará mas pode haver mais. “ E muito provável que existam sambaquis no Espírito Santo e no restante do Nordeste,mas há pouquíssima pesquisa nessas regiões. Afirma Maria Dulce Gaspar, professora do UFRJ.
Muitos sambaquis não resistiram ao tempo,atingidos pela mão dos homens ou engolidos pelo mar. Foram destruídos por indústrias, que os utilizaram como matéria prima para a produção de cal, ou pela urbanização das cidades costeiras. Algumas plataformas também podem ter variado de nível ao longo dos anos e, rebaixadas, submergido sob as ondas. Com isso, ainda haveria muita coisa encoberta pelas águas, à espera da evolução das tecnologias de exploração.

RAZÃO SECRETA.
Durante muito tempo, os arqueólogos imaginaram que os sambaquis viviam em cabanas instaladas em cima desses morros. Conchas, ossos de peixe,lascas,ferramentas,esqueletos e buracos de estacas,todos esses elementos misturados seriam indícios de que eles não separavam os ambientes,destinados a ações como comer, despejar o lixo,enterrar os mortos. Faziam tudo no mesmo lugar. Recentemente, no entanto, os estudiosos fizeram novas pesquisas, reviram os estudos, mudaram de idéia e apontaram outros cenários.

De acordo com um deles,os sambaquieiros poderiam viver em uma parte especifica dos morros e depositar os restos de comida (ossos e conchas) em outra. Ninguém faz lascas para sentar em cima. Acredita Maria Cristina Tenório arqueóloga do Rj.

Funeral do pescador
Como eram enterrados os mortos, nos sambaquis que serviam de cemitério.



– Pé no chão.
Piso de conchas de anomalocardia, um tipo de molusco, misturadas com areia e ossos de peixes cobertos por matéria orgânica (resto de alimento). As camadas de conchas se alternavam com as dos mortos.






– Cova Rasa.
Buracos de estacas ao lado de esqueletos indicam que ele devia ficar num jirau. As covas, ovaladas, tinham até 70cm de comprimento e 40cm de profundidade. Os corpos eram amarrados para que ficassem em posição fetal.



– Presentes.
Sobre o corpo, iam oferendas, animais mortos (os mesmos que serviam de alimentos,como peixes e pequenos mamíferos),esculturas colares, pontas de osso, lamina de machado,dentes de porco – do – mato.



– exibição.
Em cima ou ao lado da cova, coberta com pedras,era acesa uma fogueira, para que o enterro fosse visto pelos sambaquis vizinhos. Depois, sobre covas e cinzas,eram depositados ossos e peixes ,sobras do festim.




FESTAS PARA OS MORTOS.
Esses povos pré-históricos comiam vegetais, mas sua dieta vinha essencialmente do mar. Hábeis pescadores,mergulhadores de águas profundas, navegavam de canoa e chegavam a capturar tubarões,baleias, golfinhos e arraias. E eles também escolhiam para se instalar,lugar bem servido pela natureza, como mar, mangue, enseadas e matas. Essa diversidade ambiental lhes garantia o necessário para sobreviver: peixes pequenos, mamíferos para alimentação, madeiras para canoas e cabanas.
As conchas serviam para o sambaqui e para os rituais funerários. Segundo Madu Gaspar, o calcário retarda o processo de decomposição dos ossos – e permite que hoje eles possam ser observados e estudados. Esculturas de pedra e outros materiais, como colares de dente de diversos animais (porcos- do- mato, tubarões e jacarés. Eram enterrados com os mortos. As pessoas de maior prestigio no grupo ganhavam mais ornamentos,penas oferendas de comida. Sobre os corpos soterrados,os sambaquieiros faziam uma festa.
De onde eles vieram, não se sabe. “ Acredito que tenha existido uma cultura marítima muito antiga,que não sabemos de onde partiu, e que alguns ramos possam ter surgido no interior do país. Mas ainda falta para localizarmos as origens desses grupos”, diz Maria Cristina Tenório,lembrando que sambaquis não são uma exclusividade da costa brasileira. Aparecem em países como Argentina, México,Estados Unidos,Japão e Dinamarca. Mas a falta de comunicação entre os pesquisadores e a desigualdade no investimento entre os países atrasa os estudos.
As camadas superiores (portanto as mais recentes) de muitos sítios apresentam restos de cerâmica. Esse material não era produzido pelos sambaquieiros,com exceção daqueles do Nordeste,que dominavam a técnica. Isso significa que,em algum momento,começou a haver contatos com povos tupi e Jê. Outras mudanças em rituais de sepultamentos,como a prática de cremar os corpos,também são indicativos de uma aculturação.

ARTESÃOS DOS ESCOMBROS.
Sambaquieiros fizeram escultura, machados e peças de cerâmicas.

Sabe-se que os sambaquieiros , de norte a sul, eram pescadores, juntavam conchas, construíam em morros e ali enterravam seus mortos. Mas desde a função dos sambaquis até as habilidades manuais desses grupos,passando por rituais de sepultamento e de manejo de vegetais, há diferenças marcantes de uma região para outra. Por exemplo, no artesanato criado com a matéria do sambaquis. Ao Sul do Vale da Ribeira, em São Paulo, faziam esculturas de pedra, os chamados zoólitos, que chamam atenção pelo polimento perfeito e pela quantidade de detalhes. Em algumas reproduções de peixes , distingue-se a espécie e até o sexo do bicho. Outros motivos mostram figuras geométricas ou rodas dentadas. Os zoólitos são tão bonitos quanto raros. Até agora só foram encontradas 220 peças no Rio de Janeiro, por sua vez os grupos fabricavam lâminas de machado. No sitio Ilhote do leste,na Ilha Grande, Maria Cristina Tenório, estima que teriam sido polidas mais de 200 mil pedras para servirem como lâminas. Ainda hoje, caminhando na região, pela praia do aventureiro, podem ser vistos blocos de pedras usados para fabricar essas ferramentas. Como não há sinais de conflitos internos ou com outros grupos, acredita-se que essas ferramentas serviam para cortar madeira para construção de canoas e cabanas, ou em trocas com grupos de outros sambaquis próximos.
No Nordeste (Bahia,Pará e Maranhão), os escassos estudos feitos até agora encontraram cerâmicas. Os pesquisadores não sabem explicar, até hoje, porque só os grupos dessa região desenvolveram essa técnica. Cristina Santana, arqueóloga da Bahia,diz que , no litoral norte do estado, encontraram material em camadas de 4300 anos a 3500 anos atrás. Já na baía de Todos os Santos,há cerâmicas mais recentes, de 2800 anos.

Sambaquis: material bom para fazer esculturas,lâminas e até cerâmica.

Agradecimentos: revista “Aventuras na História” com título Índia. Pgs do 40 ao 43.
Texto escrito pela professora e arqueóloga Maria Cristina Tenório.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

O ESTRATAGEMA DE ÍSIS





O ESTRATAGEMA DE ÍSIS
Quem é esse velho miserável que se aproxima, andando com dificuldade, entrevado quase enfermo? É o Deus RÁ, poderoso senhor dos céus, pai e mestre do universo. Com efeito, o passar do tempo é inexorável. Tudo está condenado á velhice e á decrepitude, e nem mesmo o Deus Rá escapa a essa lei. Os deuses inquietos, percebem que a cada dia seu pai está mais senil. Até mesmo os homens reparam que o brilho do disco solar vai enfraquecendo sem cessar. O estado de Rá piora com o passar do tempo : seus membros vão ficando rígidos, seus ossos se convertem em prata. Pouco a pouco, seu corpo vai se transformando –se em ouro. Seus cabelos ficam lápis-lazúlis. Em breve, o sol não passará de uma massa condensada de minerais e metais preciosos. Além disso, precisa apoiar –se num bastão para conseguir caminhar. Que tristeza! Tal decadência atingir a maior de todas as divindades.
Esse deus todo poderoso (e velho acabado) teve numerosos filhos e netos. Entre eles Isis, grande maga, que tem quase tanta sabedoria quanto o avô. Não ignora nada a respeito do céu , da terra ou dos mundos subterrâneos. O único conhecimento que lhe falta é justamente aquele que lhe daria os imensos poderes de uma deusa de primeira grandeza: o verdadeiro nome de Rá o deus solar é designado por tantos e tão diversos nomes que não se sabe qual o verdadeiro. Ptá, Amon, Aton... Os homens e os deuses conhecem esses nomes e muitos outros. Mas, nas profundezas de seu ser, Rá esconde com cuidado seu único nome autêntico, aquele que ninguém jamais ouviu, e esse nome tem poderes mágicos que Ìsis cobiça. Ao ver Rá curvado sobre a bengala, ela resolve desvendar o mistério. Como no entanto, convenceria Rá a revelar seu segredo mais precioso? Sábia e astuta, a deusa acaba imaginando um estratagema.
A SERPENTE MÁGICA.
Todo dia , Rá caminha, com dificuldade, ao longo da mesma estrada. Escondida atrás de espessos arbustos, Ísis o vigia. De repente, o velho tosse e cospe, assim que ele se afasta, a maga corre ao local onde caiu a saliva divina e a transforma em pedra, misturando – a com terra. Daí a pouco, entre seus dedos, essa lama amassada toma a forma de uma serpente, que ganha vida por meio de palavras mágicas pronunciadas por Ísis. Em seguida, ela esconde o réptil na estrada pela qual Rá costuma passar. No dia seguinte, ao fazer seu passeio diário, Rá sente no pé uma dor aguda, que imediatamente se espalha pelo corpo todo, sem que ele tivesse ao menos vislumbrado a serpente que lhe mordeu. Rá sente o corpo queimar e, ao mesmo tempo , um frio glacial percorre suas veias. Um violento tremor sacode – o e o faz gritar.
¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬- Que é isso? Que me aconteceu?
Ao ouvir seus gritos, todos os deuses acorrem. Rá explica que sente uma dor imensa, mas não sabe a origem. O grande Deus Sol consegue apenas lamentar sua impotência diante do mal que o aflige. É então que, destacando-se do circulo formado em torno de Rá pelas divindades aterrorizadas, Ísis avança
- Foi uma serpente, divino pai, que com seu poderoso veneno causou o mal que atormenta teu corpo.
Espera um instante e acrescenta:
- Revela - me teu verdadeiro nome e, com meus encantamentos, te livrarei da dor.
O velho deus está a ponto de desmaiar e se retorce no chão. Sofre, mas hesita. Embora não queira revelar o segredo, precisa dar uma resposta a Ísis. Desesperado, limita-se a enumerar os diversos nomes que todos conhecem:
- Sou Quéfri de manhã, Rá ao meio dia e Aton ao entardecer.
Ísis, no entanto. Não se deixa enganar e responde:
- Nenhum desses é teu verdadeiro nome! Dize a verdade, e minha magia pode livrar-te para sempre dessa dor.
Rá ainda hesita e resiste enquanto pode, mas a dor torna-se insuportável, e ele acaba cedendo. Contrariado, chama Ísis para junto de si:
- Vem cá! Vou derramar em teu coração o poder que está no meu nome. Ísis aproxima-se de Rá, que a leva para longe dos outros deuses. A contragosto, sussurra em seu ouvido o nome misterioso. Fortalecida pelo segredo, Ísis pronuncia as únicas palavras mágicas capazes de quebrar o encantamento. Imediatamente, Rá recupera a saúde. O grande deus fica muito aborrecido por ter sido obrigado a entregar a essência de seu poder, mas Ísis está feliz: acaba de transformar –se numa das maiores divindades, senão a mais poderosa de todas.

Povos indígenas do Paraná

Povos indígenas do Paraná
Os povos indígenas do Paraná pertenciam a duas grandes áreas culturais: a da floresta tropical e a marginal. No primeiro grupo está a grande família tupi-guarani, com suas inúmeras tribos e no segundo a maior parte da família jê.
Segundo Curt Nimuendaju, as principais tribos das áreas culturais, estavam assim distribuídas em território paranaense:
Os tupis predominavam no litoral e a nordeste e oeste do estado. Foram estes índios os primeiros a entrarem em contato com os portugueses.
Dos gê destacaram-se caingangues e xoclengues (botocudos). Esta área cultural não chegou a ser bem estudada pelos etnógrafos do Paraná, o que deixa uma lacuna no estudo da pré-históriaparanaense. O estudo dos indígenas torna-se bastante complicado, devido às suas freqüentes correrias pelo sertão, o que leva muitas vezes dificuldades para a localização de uma tribo, e mesmo a confundir as tribos entre si.
Diferenças étnicas
Os portugueses em seus contatos com os nativos entendiam-se melhor com os tupis-guaranis do que com os jê. Deve isso ao fato de os tupi-guaranis serem mais adiantados do que os gês. As técnicas utilizadas pelos primeiros, na confecção de seus utensílios, eram muito mais adiantadas do que os dos jê. É verdade que as duas nações encontravam-se ainda na Idade da Pedra Polida, mas incontestavelmente os tupis eram os mais adiantados. Tinham sua subsistência assegurada pelo agricultura. Plantavam milho, mandioca, algodão e fumo. Não conheciam o arado, mas plantavam em covas, abertas no chão com paus pontudos. Suas roças duravam de 5 a 6 anos num determinado lugar, até esgotarem a caça ao redor, mudando-se para outras paragens mais propícias.
Sua alimentação era completada com os produtos de coleta, quais sejam: frutas, raízes, larvas, mel, erva-mate, jerivá, etc.
Os tupi-guaranis desenvolveram uma cerâmica bastante adiantada, confeccionando abundante quantidade de recipientes e vasilhas de barro cozido. Fabricavam ainda cestas e peças variadas, com fibras e taquaras. Utilizam-se do algodão nativo para fazerem fio, com o qual realizavam magníficos trabalhos de tecelagem, dos quais destacam-se a rede de embalar (eni) e tecidos bastante aperfeiçoados. Suas ocas (cabanas) eram feitas de estacas de madeira cobertas com folhas de palmeira e butiá.
Entretanto, uma das maiores conquistas dos tupis-guaranis foi o domínio da técnica da eliminação do ácido dihidrocianídrico, muito venenoso, existente na raíz da mandioca. A utilização de tal técnica possibilitou a fabricação de farta quantidade de farinha da mesma, facilitando enormemente a alimentação.
Divisão do trabalho
Na sociedade tribal do índio paranaense, um dos elementos que mais chamou a atenção do homem branco foi a divisão do trabalho entre o homem e a mulher.
Era a mulher quem realizava todo o trabalho doméstico. Preparava a comida, cuidava das crianças, confeccionava as peças de cerâmica, fazia a farinha de mandioca, trançava a rede e cuidava da plantação. O homem, por sua vez, dedicava-se a interesses da caça, da pesca, da derrubada do mato para as mulheres plantarem, da fabricação de armas, da construção das ocas e das pirogas; eram também os responsáveis pela segurança da tribo.
Contribuições do indígena
É imensa a influência que o paranaense recebeu do indígena, quer em sua atividade diária, ou em seus usos e costumes:
 influência étnica: os milhares de índios que habitavam o Paraná foram em sua maior parte eliminados definitivamente ou incorporados à sociedade, pela miscigenação.
 vocabulário: os termos de origem tupi-guarani ou gê no linguajar diário, são muitos, como por exemplo: Paraná, Curitiba, Paranapanema, Paranaguá, Iguaçu, Tibagi, Marumbi, canjica, butiá, vossoroca, guri, etc. Sua contribuição lingüística ocorre sobretudo nos nomes de acidentes geográficos, como rios, serras, picos, etc.
 alimentação: a farinha de mandioca é de uso muito difundido entre a população. A importância desta farinha para o índio era como a da farinha de trigo para o homem branco. A eliminação do ácido venenoso que a mandioca brava possui, proprorcionou uma grande fonte de alimento para os índios. Seu uso é hoje conhecido em todas as camadas sociais. Também o uso do mingau,canjica, paçoca, etc., tem origem entre os índios;
 o uso da eni (rede), hoje generalizado, os índios a usavam para dormir em suas ocas, porque não conheciam a cama;
 a erva-mate: foram os índios da família guarani que ensinaram ao homem branco a utilização dessa erva. Hoje seu uso é definitivo nas tradições sulinas, sob a forma de chá quente, gelado ou do tradicional chimarrão;
 o fumo: os europeus não conheciam o fumo. Vieram conhecê-lo na América. Os índios utilizavam-se desse vegetal, fumando cachimbos de barros. Hoje é usado universalmente sob a forma decigarro e charuto;
 o costume do banho diário e do cabelo de loção; são elementos aprendidos com os índios.
Sambaquis
No Paraná, um dos principais vestígios arqueológicos deixados pelos indígenas são os sambaquis, encontrados no litoral. São conchas, ostras, ossos de animais sobretudo marinhos e pedras, amontoados irregularmente, nos quais encontra-se farto e abundante material arqueológico.
Discutiu-se muito a respeito da origem desses sambaquis. Uns defendiam a tese da origem natural, segundo a qual as águas marinhas teriam acumulado este volumoso material. Hoje, é ponto pacífico sua origem artificial. Sambaquis seriam restos de cozinha indígena, acumulados em vários séculos.
Predominam, nestas jazidas arqueológicas, evidências de pedra, osso e cerâmica, trabalhados pela mão indígena. Estas amostras permitem formar uma idéia de como vivia o homem pré-histórico naregião. As peças indígenas ali encontradas que mais chamam a atenção são os zoolitos, figuras de pedra, reproduzindo geralmente aves, animais ou peixes, de uma escultura rudimentar.
Antigamente, as populações litorâneas denominavam os sambaquis de ostreiras. Estes não foram feitos por uma só tribo. Os grupos humanos que do planalto desciam para o litoral atraídos pela vida ligada ao mar, conseguiam expulsar por vezes grupos indígenas que ali se encontravam. Estabeleciam-se de preferência em mangues, onde se arranchavam. Deste ponto partiam para a procura e coleta de animais marinhos. Com seu consumo sustentavam-se durante o tempo que durasse sua estada no local. As carnes eram secadas ao sol e levadas posteriormente para a sede de suasaldeias. As conchas, carapaças e outras partes resistentes eram acumuladas em montões, ao lado do acampamento, chegando alguns deles a formar verdadeiras elevações. Desses sambaquis ou ostreiras é que foi retirada a matéria prima com a qual se fazia a cal para as edificações das vilas litorâneas.
Se acontecia que algum índio morresse durante o período de pescaria, era enterrado nestes montes e coberto com as conchas do sambaqui.
Com o recuo lento e progressivo do mar nos últimos milênios, muitos desses sambaquis ficaram a vários quilômetros da atual linha do litoral.
[editar]Chegada dos portugueses
Os primeiros índios paranaenses que entraram em contacto com os portugueses foram os carijós, que habitavam o litoral. Estes eram inimigos dos tupininquim, que habitavam o litoral de São Paulo. Por esse motivo, inicialmente combateram também os portugueses, que eram aliados dos tupiniquins. Este fato foi explorado contra os portugueses por [Ruy Moschéra espanhol que se estabeleceu ilegalmente em Iguape, em 1531.
A destruição da expedição que em 1531, com 80 homens, Martim Afonso de Sousa enviou para os sertões à procura de ouro, chefiada por Pero Lobo, seria obra de Ruy Moschéra.
Em 1562, alguns jesuítas, aproveitando a companhia de espanhóis que partiram a pé de São Vicente até o Prata, chegara ao território paranaense, com o objetivo de catequizá-los. Foram trucidados pelos carijós, pois foram considerados como espiões tios tupiniquins.
Entretanto, apesar destes revezes, os jesuítas da Casa da Missão de São Vicente continuavam enviando esporadicamente catequistas para os indígenas, não só carijós como os do planalto curitibano. Em 1545, o espanhol Álvar Núñez Cabeza de Vaca, que da ilha de Santa Catarina dirigiu-se até Assunção no Paraguai, encontrou, nas margens do rio Iguaçu, um índio já convertido pelos jesuítas portugueses. No início do século XVII, os padres jesuítas fundaram uma Casa de Missão em Cananeia, donde continuaram a enviar missionários para o sul.
Um dos jesuítas que mais se tornou conhecido pelo seu trabalho com os índios do Paraná foi o padre Leonardo Nunes, cognominado pelos carijó de araré-bebe (padre voador).
Em 1605, os padres João Lobato e Jerônimo Rodrigues trabalhavam entre os carijós. Em 1690, trabalhava com o gentio de Curitiba o padre Melchior de Pontes.
No século XVII, fundaram os jesuítas portugueses uma Casa de Missão em Superagui (litoral norte da baía de Paranaguá), donde passaram a partir catequistas até a região de Laguna. Os jesuítas conseguiram estabelecer-se em Paranaguá, porém alguns anos mais tarde (759), os padres da Companhia de Jesus foram expulsos dos territórios portugueses.
[editar]Carijós
Estes índios eram no início muito altivos e orgulhosos de sua liberdade. O trabalho dos jesuítas no seu meio predispôs os mesmos a entrarem em contacto com os portugueses. Domingos Peneda, vindo do Rio de Janeiro, foi o primeiro a conseguir levar alguns carijós até aquela cidade. As câmaras municipais de São Vicente e Santos protestaram por essa intromissão em suas terras e declararam guerra ao indígena carijó (1585), sob alegação de vingar insultos feitos aos portugueses. Na realidade, os portugueses do litoral paulista queriam mão-de-obra escrava para suas fazendas e os carijós pareciam ser a melhor solução.
Foram então aldeados muitos deles e levados para trabalharem na lavoura de São Paulo.
Com a descoberta do ouro no litoral paranaense, formaram-se Companhias de Índios das Minas. Os carijós foram explorados ao maximo na cata de ouro do litoral. Os outrora orgulhosos e valentes homens de arco (guerreiros) transformaram- se em índios administrados, isto é, praticamente escravos. Aprenderam a lavrar ouro na baía de Paranaguá e em consequência foram levados pelos paulistas até Goiás. Aí muitos deles fugiram das bandeiras e internaram-se nos sertões do Araguaia, vindo a formar a conhecida tribo dos canoeiros (habilidade adquirida na baía de Paranaguá).
Os carijós tiveram lugar de destaque nas guerras do Prata contra os espanhóis, desempenhando importante papel na anexação do Rio Grande do Sul ao Império Colonial Português.
Em São Paulo, devido ao grande número de índios oriundos do litoral paranaense, a palavra carijós passou a ser sinônimo de índio.
No início do século XVII, calculava-se em 200.000 os carijós que dominavam o território que ia do Superagui até Laguna em Santa Catarina.
Os remanescentes desta valorosa tribo incorporaram-se à população litorânea. Ainda hoje é possível detectar, na fisionomia do caiçara do litoral, traços fisionômicos dos carijós.

Napoleão

Quem foi - Napoleão
Este grande personagem da história nasceu na Córsega, no ano 1769. Ainda muito jovem, com somente dez anos de idade, seu pai o enviou para a França para estudar em uma escola militar.
Apesar de todas os desafios que encontrou por lá, sempre sempre se manteve muito determinado. Seu empenho e determinação o fizeram tenente da artilharia do exército francês aos 19 anos.

A Revolução Francesa (de 1789 a 1799), foi a oportunidade perfeita para Bonaparte alcançar seu objetivo maior. Tornou-se general aos 27 anos, saindo-se vitorioso em várias batalhas na Itália e Áustria.

Sua estratégia era fazer com que seus soldados se considerassem invencíveis. No ano de 1798 ele seguiu em embarcação para o Egito, com o propósito de tirar os britânicos do percurso às Índias.

Ele foi muito bem quisto por seus soldados e por grande parte do povo francês. Seu poder foi absoluto após ter sido nomeado cônsul.

No ano de 1804, Napoleão finalmente tornou-se imperador. Com total poder nas mãos, ele formulou uma nova forma de governo e também novas leis.
Visando atingir e derrotar os ingleses, Bonaparte ordenou um Bloqueio Continental que tinha por objetivo proibir o comércio com a Grã-Bretanha.
No ano de 1812, o general francês atacou à Rússia, porém, ao contrário de seus outros confrontos, este foi um completo fracasso. Após sair de Moscou, o povo alemão decidiu lutar para reconquistarsua liberdade.
Após ser derrotado, Napoleão foi obrigado a buscar exílio na ilha de Elba; contudo, fugiu desta região, em 1815, retornando à França com seu exército e iniciando seu governo de Cem Dias na França.
Após ser derrotado novamente pelos ingleses na Batalha de Waterloo é enviado para o exílio na ilha de Santa Helena, local de seu falecimento em 5 de maio de 1821.
Este grande personagem da história nasceu na Córsega, no ano 1769. Ainda muito jovem, com somente dez anos de idade, seu pai o enviou para a França para estudar em uma escola militar. Apesar de todas os desafios que encontrou por lá, sempre sempre se manteve muito determinado. Seu empenho e determinação o fizeram tenente da artilharia do exército francês aos 19 anos.



A Revolução Francesa (de 1789 a 1799), foi a oportunidade perfeita para Bonaparte alcançar seu objetivo maior. Tornou-se general aos 27 anos, saindo-se vitorioso em várias batalhas na Itália e Áustria.



Sua estratégia era fazer com que seus soldados se considerassem invencíveis. No ano de 1798 ele seguiu em embarcação para o Egito, com o propósito de tirar os britânicos do percurso às Índias.



Ele foi muito bem quisto por seus soldados e por grande parte do povo francês. Seu poder foi absoluto após ter sido nomeado cônsul.



No ano de 1804, Napoleão finalmente tornou-se imperador. Com total poder nas mãos, ele formulou uma nova forma de governo e também novas leis.



Visando atingir e derrotar os ingleses, Bonaparte ordenou um Bloqueio Continental que tinha por objetivo proibir o comércio com a Grã-Bretanha.



No ano de 1812, o general francês atacou à Rússia, porém, ao contrário de seus outros confrontos, este foi um completo fracasso. Após sair de Moscou, o povo alemão decidiu lutar para reconquistar sua liberdade.

Após ser derrotado, Napoleão foi obrigado a buscar exílio na ilha de Elba; contudo, fugiu desta região, em 1815, retornando à França com seu exército e iniciando seu governo de Cem Dias na França.

Após ser derrotado novamente pelos ingleses na Batalha de Waterloo é enviado para o exílio na ilha de Santa Helena, local de seu falecimento em 5 de maio de 1821.


Córsega (em corso: Corsica) é a quarta ilha do Mar Mediterrâneo por extensão (depois da Sicília, Sardenha e Chipre), à oeste da Itália, constituindo uma região administrativa da França. É dividida em dois departamentos, Alta Córsega e Córsega do Sul. Separada da Sardenha por um curto trecho do Estreito de Bonifacio, emerge como uma enorme cadeia de montanhas rica em florestas do Mar Mediterrâneo, marcando a fronteira entre a parte ocidental do Mar Tirreno e o Mar Lígure. É universalmente conhecida como o berço de Napoleão (nascido em 1769 em Ajaccio, um ano após a ilha ser ocupada pelo Reino da França).
Sua capital e maior cidade é Ajaccio que também capital da Córsega do Sul, enquanto Bastia, a segunda maior cidade, é a capital da Alta Córsega. Outras localidades importantes são Porto-Vecchio, Borgo, Corte e Calvi. Seu ponto mais alto é o Monte Cinto, com 2.706 metros de altura.
Com cerca de um terço do seu território protegido como parque nacional, e muito do belo litoral continua imune do cimento que mudou grande parte da costa mediterrânica, a Córsega, quase despovoada (31 habitantes/km²), com base da sua economia em boa parte no turismo, que pode praticamente duplicar a sua população no verão.
A relação não resolvida entre a Córsega e a França, que a governou por 240 anos, manifesta-se não só a partir do apego de seu povo para as suas tradições e sua língua (u Corsu, como "linguagem poderosa, e o mais italiano entre os dialetos da Itália", por Niccolò Tommaseo) por indicadores estatísticos revelam que a crise económica e social (perene último colodado do país francês por nascimento e emprego), e seus fortes impulsos de autonomia e independência, que colidem com a Constituição francesa.
GEOGRAFIA
Com 8.681 km2 de área, a Córsega surge no mar Mediterrâneo logo ao norte da Sardenha.
De forma alongada nos meridianos, mede 183 km de Cabo Corso (Norte) até Capo Pertusato (Sul), enquanto a largura máxima é de 83 km. O perímetro é de mais de 1.000 quilometros, dos quais 300 constituídos por mais de 200 praias e o território é muito montanhoso, com o Monte Cinto sendo o pico mais alto com 2.706 metros e outros 20 picos com mais de 2.000 metros de altitude.
HISTÓRIA
O mais ilustre e conhecido habitante fora Napoleão Bonaparte, nascido em Ajaccio no ano de 1769. A casa onde nascera está preservada e na cidade encontram-se várias referências à figura histórica, como praças e ruas. Apesar disso, o antigo imperador da França é menosprezado pelo seu próprio povo, que historicamente tem desejado uma maior autonomia ou mesmo a independência da ilha perante o domínio francês.
CULTURA
A etnia corsa é geneticamente relacionada àquela genovesa devido à história de intenso escambo entre a ilha e a república marítima de Gênova.
LÍNGUA
Na Córsega fala-se, ao lado da língua oficial francesa, a língua corsa, que se assemelha ao dialeto toscano, no qual se baseia a língua italiana, devido à histórica relação política, econômica e cultural com Pisa.

FIM DA ESPANHA SUL – AMERICANA.

FIM DA ESPANHA SUL – AMERICANA.

Governar a distância dá muita dor de cabeça. Especialmente quando a colônia fica em outro continente e a comunicação mais rápida com a metrópole é a caravela. Pensando nisso é que a Coroa Espanhola decidiu dividir suas possessões na América em vice- reinados,entregando a administração deles a nobres da Espanha,gente da mais alta confiança.
Na América do sul do século XVIII havia três desses vice-reinados; Nova Granada,Peru e Prata. Subordinadas respectivamente a Nova Granada e Peru, havia duas subdivisões territoriais: as capitanias gerais da Venezuela e do Chile. Era assim que o rei da Espanha controlava suas terras sul- americanas.
E seu poder era exercido não só por intermédio dos vice-reis e dos funcionários administrativos. Também os membros da igreja eram agentes da autoridade real,ajudando a manter a população submissa á Coroa e convertendo –a ao cristianismo.
As terras americanas eram ricas em minérios e a Coroa Espanhola procurava tirar daí o maior proveito reservava para si o monopólio da extração de ouro e prata e concedia a particulares o direito de explorar os outros minerais. Mas para dar essas concessões cobrava pesado tributo: um quinto da produção pertencia á Coroa.

Crioulos, uma força.
Os verdadeiros donos da economia local eram realmente os crioulos (criollos),filhos de europeus, mas nascidos na colônia. Eram donos de grandes fazendas – as estâncias – e tinham a seu serviço grande número de indígenas e negros africanos. Os crioulos, apesar de constituírem a elite intelectual, não tinham acesso aos cargos administrativos. Para esses postos havia espanhóis vindos diretamente da metrópole.
Assim, a aristocracia crioula era obrigada a submeter-se ás ordens dos administradores, que eram fiéis aos interesses da Coroa. Acontece que, com o tempo, esses interesses foram ficando cada vez mais contrários aos dos crioulos, que se iam sentindo economicamente esmagados pela metrópole. Por isso, eles seriam os grandes responsáveis pela eclosão dos movimentos de independência na América do Sul espanhola, onde usariam como massa de manobra a grande legião de índios, negros e mestiços.

Ecos da Europa.
O século XVIII já assiste a diversas revoltas contra a Espanha, todas denominadas. Mas o espírito de rebeldia se intensifica. Por toda parte há insatisfação contra a metrópole. Nas minas e nas fazendas, a palavra de ordem é independência. E os numerosos contatos comerciais, que apesar da proibição eram mantidos, permitiram que as idéias de libertação tomassem corpo entre a elite intelectual. Através desses contatos, chegavam as notícias da revolução liberal da França, da independência dos Estados Unidos da América do Norte. Era um incentivo maior para o levante na colônia espanhola.
Em 1796,forma-se uma aliança entre a França e a Espanha,que terá importantes reflexos na América do Sul. A Inglaterra, em guerra coma França, está agora também em guerra com a Espanha. Sua poderosa esquadra domina o mar e apropria-se do comércio, rompendo as comunicações marítimas entre a Espanha e a colônia.
E é assim que os ingleses apóiam os inssurretos americanos. Em 1806, colaboram em duas tentativas de levante na Venezuela. Os movimentos não tem êxito,mas revelam um líder nacional: Francisco Miranda. Ao mesmo tempo, os ingleses estão também no Sul, provocando a revolta contra os espanhóis em Buenos Aires. Ainda aqui vão mal: são rechaçados pela própria população.
Enquanto isso, as coisas estão mudando na Europa. Em 1808, os franceses invadem a Espanha, o Rei Carlos IV e seu filho Fernando VII abdicam e cedem o poder a Napoleão, que coloca no trono seu irmão José. O povo espanhol não aceita o jugo: uma junta inssurrecional constitui-se em Sevilha, e representará por seis anos a Espanha livre.

Napoleão, uma mudança.
Napoleão quer conquistar popularidade na América,mas os emissários que envia para obter aliança com os espanhóis de além –mar não conseguem êxito. Uma após outra as possessões espanholas americanas vão-se colocando ao lado da Junta de Sevilha. Inteligentemente, os crioulos associam-se aos espanhóis da colônia, dando força ao movimentos antifrancês; e aproveitam para dar ao levante um caráter separatista.
Impotente para dominar a América espanhola, Napoleão muda de tática. Passa a incentivar a independência da colônia, para criar problemas á Espanha. Para isso, recorre a agentes instigadores. Um destes Desmolard, ficou conhecido por ter provocado um movimento que irrompeu em abril de 1810,em Caracas. E em março do ano seguinte, um congresso reúne os cabildos venezuelanos e depõem o governo. É proclamada a independência, em dezembro, Quito segue o exemplo de Caracas.
Buenos Aires, que em 1809 aceitara o vice –rei designado pela junta de Sevilha, derruba- o no ano seguinte e elege uma junta que agrupa os principais elementos crioulos. Do estuário do Prata,a revolta irradia-se para a Bolívia,Paraguai e Uruguai. Aos espanhóis resta somente o Peru.
Eles agora estão mal e tentarão recuperar o terreno perdido. Na Europa estão melhor, pois a junta de Sevilha começa a expulsar os franceses da Espanha, com a ajuda da Inglaterra.

Bolívar, uma esperança.
Se a Espanha vai-se fortalecendo, no mesmo ritmo as colônias que proclamaram sua independência vão –se debilitando. Falta ajuda externa, o isolamento geográfico impede a coesão e, o que é o pior, os revolucionários já manifestam entre si sérias divergências.
Assim, pouco depois da independência , a Venezuela é sacudida por uma guerra civil. Miranda, que fora nomeado ditador do país,é deposto e substituído por Monteverde, comandante do exército real. O movimento de libertação está abalado, mas continuará,liderado agora por um extraordinário líder. Nasceu em Caracas e seu nome é Simon Bolívar(1783- 1830).
De volta da Inglaterra, aonde fôra pedir apoio, Bolívar organiza um pequeno exército e consegue libertar a cidade de Cartagena(em Nova Granada), em fevereiro de 1813.
Mas não para: já em maio parte para a conquista da Venezuela. Entra em Caracas em agosto e derrota Monteverde. Em janeiro de 1814,ganha o titulo de “libertador”, outorgado pela municipalidade de Caracas.
Mas a segunda república venezuelana terá a mesma sorte que a primeira. As tropas reais reconquistam terreno, Bolívar não consegue manter-se em 1815 embarca para Jamaica.

1815, um ano espanhol.
O ano de 1815 é mau para os rebeldes. A monarquia foi restaurada na Espanha, e a metrópole agora quer conter os inssurretos da colônia. E manda considerável reforço para as tropas reais: 56 naus trazem mais 10 mil homens, comandados pelo General Morillo. Com isso, a Espanha triunfa em Nova Granada, bate a junta que se formara em Santiago do Chile, reconquista a Venezuela. No Sul, a sorte dos rebeldes é pouca coisa melhor. Apesar do assédio espanhol a Buenos Aires, eles conseguem manter-se, mas não tem condições de alargar suas bases. Uruguai, Paraguai e a região de Charcas(na Bolívia) estão nas mãos dos realistas.
O ano de 1815 termina com a Espanha praticamente dona da situação. Vencedores, os realistas impõem um regime de terror. Os principais rebeldes são executados sumariamente, há deportações e confiscos em massa.

Regresso do Libertador
Mas o panorama mudaria outra vez. Bolívar está Jamaica,mas não descansa. Com a ajuda britânica, ele compõe um pequeno exército e desembarca na costa venezuelana em janeiro de 1817. auxiliado por camponeses e engrossando a tropa com mercenário ingleses e irlandeses,ele segue de vitória em vitória. Depois de dominar a maior parte do vale do rio Orenoco,Bolívar lança-se com 2500 homens e uma audaciosa empresa: atravessa os Andes,penetra na Colômbia pelo vale do Madalena e esmaga o inimigo. Em agosto, domina, com o que possibilita a formação dos Estados Unidos da Colômbia, recebendo os poderes de presidente e ditador militar.
Bolívar anima-se, o inimigo enfraquece-se. O libertador arremete agora sobre a Venezuela,conquista Caracas e a 30 de agosto de 1821 nasce a 3ª república nesse país. Bolívar é o presidente.
E a 24 de maio de 1822,Antônio José Sucre, seu lugar-tenente,conquista Quito que, juntamente com a Colômbia e a Venezuela,formará a Grande Colômbia, sob a presidência do Libertador.

A Travessia dos Andes

No Sul,as coisas melhoraram para os rebeldes em 1816,quando,na Prata monarquistas e republicanos, depois de muita briga,acabaram unindo-se conta os espanhóis.
A 9 de julho daquele ano, um congresso proclamava a Declaração de Independência das Províncias Unidas da América do Sul. Mas nem o Paraguai nem a Banda Oriental (Uruguai) estariam presentes no congresso. E a região de Charcas continuava dominada pelos espanhóis. Os rebeldes do sul precisam de um líder, e ele surge é o oficial argentino José de San Martín (1778-1850).
San Martín,em 1815, sai da cidade de Mendoza comandando poderoso exército e, a exemplo de Bolívar,lança-se através dos Andes,numa ação que, como a do libertador,ficará famosa pela audácia. Ultrapassando um desfiladeiro a 4200m de altitude, suas tropas entram no território chileno e unem-se as do líder do local Bernardo O’Higgins(1778-1842). Vencem os realistas em Chacabuco e O’Higgins é nomeado ditador supremo do Chile.
Mas a luta não termina aí,passaram-se dois anos de embates, antes da vitória de Maípu, que é decisiva. Em 1818, o Chile é declarado Estado livre e soberano.

Peru, uma trincheira
Falta ainda conquistar o Peru, os espanhóis,entrincheirados a 3 e 4 mil metros de altitude,constituem séria ameaça a precária independência dos ex-vice –reinados de Nova Granada e do Prata. Com o auxilio da esquadra inglesa de Lorde Cochrane,San Martin – desembarca suas tropas nas costas peruanas no inicio de 1821. os espanhóis são batidos em Lima e a independência é proclamada,mas será duro mantê-la, nas montanhas, a resistência espanhola vai-se reorganizando enquanto isso acontece, Bolívar progride em direção ao sul.
Em julho de 1822,os dois grandes chefes- Bolívar e San Martin- encontram-se finalmente, em Guaiaquil,lutam pela mesma causa,mas não conseguem um entendimento. San Martin retira-se da luta e vai terminar sua vida na Europa onde morrerá em 1850. A Bolívar competirá a tarefa de continuar a luta pela independência.

Espanha, o último alento
Os espanhóis reogarnizam-se como podem, nas montanhas, e conseguem retomar a cidade. E além da capital peruana, eles mantem ainda outro importante baluarte, a cidade de Callao.
Mas essa alternativa de vitória é na verdade, o último alento das forças brasileira.
Tanto assim em 9 de dezembro de 1824,Sucre,bravo lugar-tenente de Simon Bolívar esmaga definitivamente a resistência espanhola em lima. E a 18 de janeiro de 1826, a guarnição de Callao,que já resistia havia dois anos, decide render-se.
Depois de um século de luta, a América do Sul colonizada pela Espanha estava livre.