sexta-feira, 11 de julho de 2014

                                                            


A burca é o modelo mais fechado de véu islâmico, que cobre todo o corpo, inclusive o rosto da mulher (algumas mulheres deixam uma fenda para os olhos e outras usam telas). Sua origem foi em 1919, no Afeganistão, durante o reinado de Habidullah. O rei possuía 200 mulheres em seu harém e para que elas pudessem sair sem atrair olhares mal intencionados, ele criou a burca, que hoje ainda é símbolo de opressão do regime Talibã, no Afeganistão .

O uso do véu e de longas vestimentas é muito mais antigo e deve-se ao fato dos mulçumanos acreditarem que o Corão (ou Alcorão, como muitos chamam) e outros livros como o Hadith (onde encontram-se leis, lendas e histórias sobre a vida do profeta Maomé) exigem a "homens e mulheres que se vistam e se comportem modestamente em público", cobrindo suas belezas. É claro que isso vem sendo interpretado de diversas maneiras por comunidades e estudiosos islâmicos, pois vestimentas como a burca não são mencionadas em nenhum dos livros sagrados da religião Islâmica.

Na Turquia, os mais modernos brincam com a imagem peculiar, chamando as mulheres com burcas de ninjas. Ao contrário do que muitos pensam, não é super normal ver mulheres de burca na Turquia. Normalmente, as turcas religiosas usam uma vestimenta composta por um lenço que cobre o cabelo e o pescoço, saias longas, mangas compridas e trench coat que é o look mais popular.



Algumas usam roupas tão coloridas, que chamam mais atenção que qualquer outra mulher.


A verdade, é que o uso do véu e de roupas que cobrem partes do corpo das mulheres, é uma prática mais antiga que o próprio Islamismo. O véu só começou a ser usado pelos islâmicos, à medida em que eles conquistavam regiões onde o véu era usado, como o Mediterrâneo cristão, por exemplo.


De acordo com diversos estudos, o uso do véu teve origem nas antigas civilizações da Pérsia e da Mesopotâmia. Em seguida, foi incorporado na cultura grego-romana. Era comum entre as mulheres judias e depois se tornou uma referência entre as damas cristãs no período do Império Bizantino e na Idade Média ocidental. O véu caracterizava a elevação espiritual da mulher, a sua inacessibilidade. A própria Virgem Maria usava o véu, retratado em todas as suas imagens. Até meados do século passado, inclusive no Brasil, era considerado falta de respeito uma mulher entrar na Igreja Católica sem véu.

No século VI, para que as mulçumanas gozassem da mesma elevação espiritual e modéstia das outras seguidoras do Torá e do Evangélho, Maomé introduziu o uso do véu na comunidade islâmica, assim como o uso de vestimentas que tornassem todos os fiéis iguais diante de Allah (Deus).

Sem defender ou criticar, percebe-se que o uso do véu não deveria designar a submissão feminina e sim a elevação espiritual.

Pois é, mas o véu e as palavras mal interpretadas do Corão, juntos, viraram ferramentas de controle e exclusão da mulher entre os fundamentalistas islâmicos, homens radicais e intolerantes, que utilizam-se de "palavras sagradas" para fazer acontecer o que é de seu interesse. Ex: Wahabbitas da Árabia, radicais Xiitas do Irã, Talibãs afegãos e guerrilheiros do Hamas, na Palestina.

Hoje, como afirmação da identidade religiosa e resistência cultural, muitas mulçumanas reivindicam o uso do véu (principalmente das burcas) na Europa e no Oriente Médio. Para os cristãos, isso pode parecer absurdo, mas para essas mulheres, é uma questão de honra e devemos ter muito cuidado e respeito ao tratar deste assunto.

Enfim, por que essas mulheres se cobrem quase que por completo em pleno Século 21? Muitas optam por usar o véu ou a burca por sentirem-se protegidas dos olhares e assédios masculinos. Outras usam por pressão familiar, social e/ou política, como as que vivem em países islâmicos fundamentalistas. Outras usam por costume. Na Turquia, por exemplo, muitas mulheres continuam usando o lenço por não se sentirem mais a vontade sem ele. Em contrapartida, a maioria das jovens de famílias religiosas opta por não seguir o costume familiar e não se cobre.

O mais importante é saber que, também na religião islâmica, qualquer ser humano deve ter livre arbítrio perante Deus. A mulher pode optar por usar o véu ou não, independentemente da preferência de sua família e de seu marido.

Em casa, na presença de familiares, as mulçumanas não usam véus e lenços. Algumas mantem a descrição, outras usam roupas super modernas. É difícil de acreditar. Mas é isso mesmo, o que há por trás da burca é uma incógnita!

Agradecimento: http://www.minhaturquia.com/2012/01/burca.html

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