segunda-feira, 30 de abril de 2012

1º de Maio – Dia Mundial do Trabalho


um dia de luto e de luta, mas não só pela redução da

jornada de trabalho,

mais também pela conquista de todas as outras

reivindicações de quem produz a riqueza da

sociedade.” –

Perseu Abramo

O Dia Mundial do Trabalho foi criado em 1889,

por um Congresso Socialista realizado em Paris.

A data foi escolhida em homenagem à greve geral,

que aconteceu em 1º de maio de 1886,

em Chicago, o principal centro industrial dos

Estados Unidos naquela época.

Milhares de trabalhadores foram às ruas para

protestar contra as condições

de trabalho desumanas a que eram submetidos

e exigir a redução da jornada de

rabalho de 13 para 8 horas diárias. Naquele dia,

manifestações, passeatas,

piquetes e discursos movimentaram a cidade.

Mas a repressão ao movimento

foi dura: houve prisões, feridos e até mesmo

mortos nos confrontos entre os operários e a polícia.

Em memória dos mártires de Chicago, das

reivindicações operárias que

nesta cidade se desenvolveram em 1886 e

por tudo o que esse dia significou na

luta dos trabalhadores pelos seus direitos,

servindo de exemplo para o mundo todo,

o dia 1º de maio foi instituído como o Dia

Mundial do Trabalho.

Fonte: IBGE / Ministério do Trabalho

Chicago, maio de 1886

O retrocesso vivido nestes primórdios do século XXI remete-nos

diretamente aos piores momentos

dos primórdios do Modo de Produção Capitalista,

quando ainda eram comuns práticas ainda mais selvagens.

Não apenas se buscava a extração da mais-valia, através

de baixos salários, mas até mesmo a saúde física

e mental dos trabalhadores estava comprometida por

jornadas que se estendiam até 17 horas diárias, prática

comum nas indústrias da Europa e dos Estados Unidos

no final do século XVIII e durante o século XIX.

Férias, descanso semanal e aposentadoria não existiam.

Para se protegerem em momentos difíceis,

os trabalhadores inventavam vários tipos de

organização – como as caixas de auxílio mútuo,

precursoras dos primeiros sindicatos.

Com as primeiras organizações, surgiram também

as campanhas e mobilizações

reivindicando maiores salários e redução da jornada

de trabalho. Greves, nem sempre

pacíficas, explodiam por todo o mundo industrializado.

Chicago, um dos principais pólos

industriais norte-americanos, também era um dos

grandes centros sindicais. Duas importantes

organizações lideravam os trabalhadores e dirigiam

as manifestações em todo o

país: a AFL (Federação Americana de Trabalho) e a

Knights of Labor (Cavaleiros do Trabalho).

As organizações, sindicatos e associações que surgiam

eram formadas principalmente por

trabalhadores de tendências políticas socialistas,

anarquistas e social-democratas.

Em 1886, Chicago foi palco de uma intensa greve

operária. À época, Chicago não era apenas

o centro da máfia e do crime organizado era também

o centro do anarquismo na América do Norte,

com importantes jornais operários como o Arbeiter Zeitung

e o Verboten, dirigidos respectivamente por

August Spies e Michel Schwab.

Como já se tornou praxe, os jornais patronais

chamavam

os líderes operários de cafajestes,

preguiçosos e canalhas que buscavam

criar

desordens. Uma passeata pacífica,

composta de trabalhadores,

desempregados

e familiares silenciou momentaneamente

tais críticas,

embora com resultados trágicos no

pequeno prazo.

No alto dos edifícios e nas

esquinas estava

posicionada a repressão policial.

A manifestação

terminou com um ardente comício.

Manifestações do Primeiro de Maio de 1860

No dia 3, a greve continuava em muitos

estabelecimentos.

Diante da fábrica McCormick Harvester,

a policia disparou contra um grupo de

operários,

matando seis, deixando 50 feridos e

centenas presos,

Spies convocou os trabalhadores para

uma concentração

na tarde do dia 4. O ambiente era de

revolta apesar dos

líderes pedirem calma.

Os oradores se revesavam; Spies,

Parsons e Sam Fieldem,

pediram a união e a continuidade do

movimento.

No final da manifestação um grupo de 180 policiais

atacou os manifestantes, espancando-os e pisoteando-os.

Uma bomba estourou no meio dos guardas, uns 60 foram

feridos e vários morreram. Reforços chegaram e

começaram a atirar em todas as direções. Centenas

de pessoas de todas as idades morreram.

A repressão foi aumentando num crescendo sem fim:

decretou-se “Estado de Sítio”

e proibição de sair às ruas. Milhares de trabalhadores

foram presos, muitas sedes de

sindicatos incendiadas, criminosos e gângsters

pagos pelos patrões invadiram casas de

trabalhadores, espancando-os e destruindo

seus pertences.

A justiça burguesa levou a julgamento os

líderes do movimento,

August Spies,

Sam Fieldem, Oscar Neeb, Adolph Fischer,

Michel Shwab, Louis Lingg e Georg Engel.


O julgamento começou dia 21 de junho e desenrolou-se

rapidamente.

Provas e testemunhas foram inventadas.

A sentença foi lida dia 9 de outubro,

no qual Parsons, Engel, Fischer, Lingg,

Spies foram condenados à morte na forca;

Fieldem e Schwab, à prisão perpétua e Neeb

a quinze anos de prisão.

Spies fez a sua última defesa:

"Se com o nosso enforcamento vocês pensam em destruir

o movimento operário -

este movimento de milhões de seres humilhados, que

sofrem na pobreza e na miséria,

esperam a redenção – se esta é sua opinião,

enforquem-nos. Aqui terão apagado uma

faísca, mas lá e acolá, atrás e na frente de vocês,

em todas as partes, as chamas crescerão.

É um fogo subterrâneo e vocês não poderão apagá-lo!"

Parsons também fez um discurso:

"Arrebenta a tua necessidade e o teu medo de

ser escravo, o pão é a liberdade,

a liberdade é o pão". Fez um relato da ação dos

trabalhadores, desmascarando a

farsa dos patrões com minúcias e falou de seus ideais:

"A propriedade das máquinas como privilégio de

uns poucos é o que combatemos,

o monopólio das mesmas, eis aquilo contra

o que lutamos. Nós desejamos que

todas as forças da natureza, que todas as

forças sociais, que essa força gigantesca,

produto do trabalho e da inteligência das

gerações passadas, sejam postas à

disposição do homem, submetidas ao homem

para sempre.

Este e não outro é o objetivo do socialismo".

Mártires de Chicago: Parsons, Engel, Spies e

Fischer foram enforcados,

Lingg (ao centro) suicidou-se na prisão.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Sociologia, o que é?

A Sociologia é uma das Ciências Humanas que tem como objetos de estudo a sociedade, a sua organização social e os processos que interligam os indivíduos em grupos, instituições e associações. Enquanto a Psicologia estuda o indivíduo na sua singularidade, a Sociologia estuda os fenômenos sociais, compreendendo as diferentes formas de constituição das sociedades e suas culturas.

O termo Sociologia foi criado em 1838 (séc. XVIII) por Auguste Comte, que pretendia unificar todos os estudos relativos ao homem — como a História, a Psicologia e a Economia. Mas foi com Karl Marx, Émile Durkheim e Max Weber que a Sociologia tomou corpo e seus fundamentos como ciência foram institucionalizados.

A Sociologia surgiu como disciplina no século XVIII, como resposta acadêmica para um desafio que estava surgindo: o início da sociedade moderna. Com a Revolução Industrial e posteriormente com a Revolução Francesa (1789), iniciou-se uma nova era no mundo, com as quedas das monarquias e a constituição dos Estados nacionais no Ocidente. A Sociologia surge então para compreender as novas formas das sociedades, suas estruturas e organizações.

A Sociologia tem a função de, ao mesmo tempo, observar os fenômenos que se repetem nas relações sociais – e assim formular explicações gerais ou teóricas sobre o fato social –, como também se preocupa com aqueles eventos únicos, como por exemplo, o surgimento do capitalismo ou do Estado Moderno, explicando seus significados e importância que esses eventos têm na vida dos cidadãos.

Como toda forma de conhecimento intitulada ciência, a Sociologia pretende explicar a totalidade do seu universo de pesquisa. O conhecimento sociológico, por meio dos seus conceitos, teorias e métodos, constituem um instrumento de compreensão da realidade social e de suas múltiplas redes ou relações sociais.

Os sociólogos estudam e pesquisam as estruturas da sociedade, como grupos étnicos (indígenas, aborígenes, ribeirinhos etc.), classes sociais (de trabalhadores, esportistas, empresários, políticos etc.), gênero (homem, mulher, criança), violência (crimes violentos ou não, trânsito, corrupção etc.), além de instituições como família, Estado, escola, religião etc.

Além de suas aplicações no planejamento social, na condução de programas de intervenção social e no planejamento de programas sociais e governamentais, o conhecimento sociológico é também um meio possível de aperfeiçoamento do conhecimento social, na medida em que auxilia os interessados a compreender mais claramente o comportamento dos grupos sociais, assim como a sociedade com um todo. Sendo uma disciplina humanística, a Sociologia é uma forma significativa de consciência social e de formação de espírito crítico.

A Sociologia nasce da própria sociedade, e por isso mesmo essa disciplina pode refletir interesses de alguma categoria social ou ser usado como função ideológica, contrariando o ideal de objetividade e neutralidade da ciência. Nesse sentido, se expõe o paradoxo das Ciências Sociais, que ao contrário das ciências da natureza (como a biologia, física, química etc.), as ciências da sociedade estão dentro do seu próprio objeto de estudo, pois todo conhecimento é um produto social. Se isso a priori é uma desvantagem para a Sociologia, num segundo momento percebemos que a Sociologia é a única ciência que pode ter a si mesma como objeto de indagação crítica.

Orson Camargo
Colaborador Brasil Escola
Graduado em Sociologia e Política pela Escola de Sociologia e Política de São Paulo – FESPSP
Mestre em Sociologia pela Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP

domingo, 15 de abril de 2012

Agradecimentos.

Boa tarde para todos! Deixei vários textos referentes as nossas aula de geografia, história e sociologia. Espero que ajude os meus alunos. E agradeço os links que eu peguei e já deixei o nome do proprietários de cada um. Obrigada. Profª Rosí.

União Ibérica

A União Ibérica foi uma dinastia que reinou em Portugal, por falta de herdeiro português direto, sendo a União Ibérica compreendida como uma união pessoal familiar entre Portugal e Espanha. O Rei de Portugal era o Rei de Espanha.
Também referida como Dinastia Filipina, fora reinada por três reis: Filipe I de Portugal, simultâneamente, II de Espanha (1580 – 1598) ; Filipe II de Portugal, também III de Espanha (1598-1621); e Filipe III de Portugal, IV na Espanha (1621-1630).

O rei Sebastião de Portugal falecera na batalha de Alcácer-Quibir e não deixou descendentes. Havia três possibilidades, passar a coroa para Catarina de Portugal, seu filho adolescente Teodósio, ou o neto ilegítimo Antônio Prior do Crato.

Em 1581, o trono foi passado para Filipe de Espanha, gerando temor entre os portugueses, e a revolução liderada por Antônio Prior do Crato, que conseguiu reinar de 1580 a 1583 na Ilha Terceira nos Açores.

Filipe de Espanha conseguiu vencer a resistência de Crato com a ajuda da nobreza e da burguesia, prometendo respeitar os foros e privilégios portugueses. A União Ibérica, ao unir as posses portuguesas e espanholas, significou no maior império de toda a história.

O período de reinado de Filipe I e Filipe II foram pacíficos. Em 1630, Filipe III enfrentou o descontentamento da população e as guerras como a contra os Países Baixos, conhecida como Guerra dos Oitenta Anos.

Fontes:

Anarquismo

Anarquia é uma palavra de origem grega onde an é um prefixo de negação e arke significa autoridade. É o nome que se dá a um princípio ou à teoria de vida e à conduta que concebe uma sociedade sem governo, onde se obtêm a harmonia, não por submissão à lei, nem obediência à autoridade, mas pelos livres acordos estabelecidos entre os diversos grupos, territoriais e profissionais, livremente constituídos para a produção e o consumo, e para a satisfação da infinita variedade de necessidades e aspirações de um ser civilizado.
Numa sociedade desenvolvida sobre estas diretrizes, as associações voluntárias que começariam a abarcar todos os campos da atividade humana alcançariam uma extensão maior até o ponto de substituir o Estado em todas as funções. Representariam uma rede composta de uma infinita variedade de grupos e federações de todos os graus e tamanhos, locais, regionais, nacionais e internacionais, temporárias ou mais ou menos permanentes, para todos os objetivos possíveis: produção, consumo e intercâmbio, comunicações, serviços comunitários, educação, proteção mútua, defesa de território, etc. E, por outro lado, a satisfação de um número crescente de necessidades científicas, artísticas, literárias e de relações sociais.

Além disso, tal sociedade não teria a pretensão de ser algo imutável. Pelo contrário, como acontece com todo o conjunto da vida orgânica, a harmonia derivaria de um perpétuo ajuste e reajuste do equilíbrio da grande quantidade de forças e influências, desde que estas não gozassem da proteção especial do Estado.

Em relação às concepções econômicas, os anarquistas, juntamente com os socialistas, consideram que o sistema de propriedade privada, nossa produção capitalista em função do benefício, representa um monopólio que vai, ao mesmo tempo, contra os princípios da justiça e os imperativos da utilidade. Os anarquistas consideram o sistema salarial e a produção capitalista um obstáculo para o progresso da sociedade, e apontam para o Estado ter sido e continuar sendo o principal instrumento para que alguns poucos monopolizem a Terra, e os capitalistas se apossem de um volume totalmente desproporcional da produção anual acumulada. Como conseqüência disto, os anarquistas combatem, ao mesmo tempo, o monopólio da terra, o capitalismo e o Estado, independentemente do Estado ser república ou monarquia.

para os alunos do 2ª ano de sociologia.
Agradecimentos a Tháis- autora do texto.

Arte Naif

O significado de Arte Naif, também denominada de Arte Primitiva Moderna pode ser interpretado como um tipo de arte simples, desenvolvida por artistas sem preparo e conhecimento das técnicas acadêmicas. É considerada uma arte com elementos sem conteúdo. O termo inglês Naif pode ser traduzido como ingênuo e inocente, por isso a compreensão simplista. A falta de técnica não retraiu o desenvolvimento desta arte, que recebeu grande destaque, ao ser valorizada por apreciadores da estética e pessoas comuns.
A característica da Arte Naif é o déficit de qualidade formal. Os desenhos e grafias não possuem acabamento adequado, com traços sem perspectiva e visível deficiência na aplicação de cores, texturas e sombras. A estética desta arte pode ser definida como sem compromisso com a arte real, pois mistura de cores sem estudo detalhado de combinações e as linhas possuem traços sempre figurativos e bidimensionais.

Arte Naif é a arte sem escola ou aprendizado técnico. O artista parte de suas experiências próprias e as expõe de uma forma simples e espontânea. Esta estética não pode ser enquadrada em tendências modernistas, sobretudo na arte popular, pois foge a regra. Ao analisar a construção deste tipo de arte, é possível verificar que o artista utiliza experiências pessoais, oriundas de sua convivência com o meio e cultura geral, sendo assim, há uma pequena esfera cultural embutida na Arte Naif. Mesmo assim, estudiosos deste conceito, a comparam a um tipo de arte primitiva e infantil, sem sofisticação ou requinte sistemático.

Afirma-se que este tipo de arte possui liberdade estética e pode ser resumida como uma arte livre de convenções. Críticos dizem que em termos gerais, a Arte Naif é concebida por artistas que pintam com a alma, diferente da arte desenvolvida por artistas acadêmicos, que pintam apenas com o cérebro, não expressando sentimento.

O ícone da Arte Naif é Henri Rousseau, pintor especialista em cores, considerado por muitos como precursor da corrente e principal artista. Henri não possuía educação geral, nem tampouco conhecimento em arte ou pintura. Ao levar a público, sua primeira obra denominada “Um dia de carnaval”, no Salão dos Independentes, o artista foi severamente criticado por ignorar princípios básicos de geometria e perspectiva. A obra retratava paisagens selvagens mescladas a um emaranhado de tramas, as quais remetem a sonhos e sentimentos do artista. Mas seu reconhecimento só se fez valer no século XX, após ser admirado por Pablo Picasso, Guillaume Apollinaire, Robert Delaunay e Alfred Jarry, além de renomados intelectuais. Relatos comprovam que sua obra foi reconhecida na França (Paris) e através de sua obra, a Arte Naif influenciou e embasou a corrente estética do Surrealismo de Salvador Dali, no ano de 1972.

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Arte_na%C3%AFf
http://www.historiadaarte.com.br/artenaif.html
http://allartsgallery.com/pt-PT/naif
http://www.youtube.com/watch?v=G8EtztLzNwk&feature=colike

Tipos de artes

Arte indígena

Há um outro tipo de arte primitiva: a realizada pelos índios e outros povos que habitavam a América antes da chegada de Cristóvão Colombo. Os povos: maias, astecas e incas são representantes da arte pré-colombiana. A história destes povos é contada através de sua arte (pinturas, esculturas e templos grandiosos, construídos com pedras ou materiais preciosos).

Arte Primitiva na atualidade

Nos dias de hoje também é possível encontrar arte primitiva; alguns exemplos são as máscaras para rituais, esculturas e pinturas que são feitas pelos negros africanos. Há ainda a arte primitiva entre os nativos da Oceania e também entre os índios americanos, que fazem objetos de arte primitiva muito apreciados entre os povos atuais.

O que é Arte Primitiva

Podemos encarar a arte primitiva como a "arte primeira" ou seja, aquela que representa as primeiras formas de manifestação artística da humanidade. Incluímos nesta classificação, tanto as primeiras obras de arte feitas pelo homem quanto as obras realizadas pelas comunidades que adotam o estilo de vida anteriores à civilização.

Quando começamos a tentar discutir qual arte é fruto de uma civilização ou de um povo primitivo, começamos a perceber que esta classificação pode esbarrar em uma série de preconceitos. As esculturas em bronze da Nigéria ou em pedra da América Central, com as quais os europeus se defrontaram no século XVI, não ficam atrás de suas similares contemporâneas.

Apesar de arqueólogos e historiadores não terem dúvidas em chamar de civilização os impérios africanos e americanos, autores dessas obras de arte, muitos críticos de arte ainda teimam em classificar essas obras como arte primitiva. A justificativa dessa classificação está na definição de arte primitiva como a arte dos povos não letrados.

Seguindo este parâmetro, chama-se de arte primitiva, tanto uma sofisticada escultura asteca em cristal quanto um cordão de dentes de capivara dos mais simples. Muitos historiadores da arte, quando usam este critério com seriedade, incluem nesta categoria os povos europeus que não conheciam a escrita, como os celtas ou os germanos.

A História da Arte, mesmo citando a importância de povos da África e Ásia, aborda principalmente a trajetória européia. Focaliza sua evolução a partir da arte grega e do amadurecimento dos ideais estéticos, da libertação da rigidez das oficinas ao final da idade média, suas crises com a revolução industrial até hoje com a sua ampla divulgação pelos meios de comunicação.

Os historiadores da arte definem como artistas verdadeiros, os indivíduos que tentam tornar sua obra única, inovadora, ou desconcertante; que olham criticamente a arte de seu tempo e, ao perceberem as deficiências, assumem conscientemente a proposta de superá-las. Curiosamente, só reconhecem a participação de artistas europeus ou que seguiram suas trilhas. Para estes historiadores, a arte primitiva não participa dessa evolução, se situando anterior ou paralela a ela. Alegam que o artista primitivo não teria propostas pessoais a expressar em sua arte, somente se preocupando em representar os valores de sua comunidade.

Essa tendência acaba menosprezando outras regiões com trajetórias complexas, como China, Índia, América Central e África Ocidental (só para citar algumas). Acabamos considerando vários tipos diferentes de arte: arte chinesa, arte árabe, arte egípcia, arte primitiva... Dessa forma, convencionou-se a chamar a arte européia como "A Arte", sendo tratada como objeto de folclore, qualquer manifestação artística que siga outros padrões.


Outra limitação está em pressupor que o "artista primitivo" estivesse preocupado apenas em representar os valores pré-estabelecidos de sua comunidade. Ao lado dessa preocupação, existe a necessidade, ainda que inconsciente, de exprimir suas próprias experiências. Na arte primitiva realmente existe uma relação íntima entre a arte e o cotidiano, mas não é apenas o dia a dia da comunidade que influencia na sua arte. Também a sociedade acaba sendo fortemente influenciada por suas manifestações artísticas.



Quem é o artista primitivo

Observando as motivações do artista, deixando um pouco de lado questões como raça, local ou época em que a obra foi realizada podemos encarar uma outra discussão: arte primitiva é arte? Essa dúvida se baseia na idéia de que o artista é um indivíduo que tem como principal objetivo se expressar através de sua obra e vencer os padrões artísticos de sua época através de algum tipo de inovação pessoal (as "questões" que falamos anteriormente).

O artista primitivo não demonstra ter nenhum destes dois objetivos principais. Sua obra segue os padrões estabelecidos por seu povo, não assumindo uma "questão" a ser resolvida, ainda que volta e meia alguma questão acabe por ser resolvida. Seu objetivo principal não é externar seu drama pessoal mas os valores de sua comunidade.

Por outro lado, como os utensílios, eram geralmente fabricados pelas próprias pessoas que os usariam, os objetos do dia-a-dia possuem um toque pessoal, principalmente os de uso pessoal. Prestando atenção nesses objetos, percebemos não apenas o padrão pré-estabelecido pela comunidade, como também a força criativa capaz de produzir peças de valor único.

Ainda que determinados indivíduos acabem se destacando como mais hábeis ou criativos em uma técnica ou outra, raramente encontramos a figura do especialista. A especialização do trabalho artístico é dividido com maior ou menor rigor, em "trabalho de homem" (entalhe em pedra, osso, madeira...) e "trabalho de mulher" (cerâmica, tecelagem, cestaria...). Dessa forma, todos os indivíduos acabam sendo artistas, mais ou menos talentosos, sendo reconhecidas as habilidades, não dos indivíduos, mas da comunidade. A fama pela qualidade do trabalho acaba sendo partilhada por toda a comunidade e não creditada a um indivíduo.

Uma das exceções mais freqüentes se dá nos caso da magia, onde desenhos ou esculturas devam possuir propriedades mágicas particulares. Nestes casos o trabalho deve ser realizado pelo pagé ("chamã", como preferem alguns) uma vez que a magia estará no ato de criar o objeto de arte e não no objeto em si.

Ainda que um ícone seja feito pelo melhor escultor da comunidade, suas propriedades só se manifestam através de ritual realizado pelo sacerdote após o término da obra. Esse tipo de mentalidade é mais facilmente entendido no caso de desenhos no chão ou paredes de rocha. Ainda que esses desenhos, uma vez prontos sejam objeto de ligação com o sagrado, a magia se manifesta no momento em que estes são realizados, no riscar de traços na superfície.



Artesanato é arte?


Estamos acostumados a considerar como objeto de arte aquelas obras feitas por artistas dotados de algum tipo de talento único no mundo. O artista seria como o porta voz da sociedade, manifestando em sua obra drama vivido pela cultura em que está inserido. Quem adquire uma obra de arte, está adquirindo um pedaço de pensamento. Na nossa sociedade nos permitimos dispor de tempo considerável de nossa vida para apenas admirar obras de arte, nos deixando inspirar por elas.

Do outro lado temos o artesanato, que consideramos, a grosso modo, como aqueles objetos utilitários que encontramos em feirinhas ou brechós, ou ainda, que costumamos comprar para dar de lembrança quando voltamos de viajem. Acreditamos muitas vezes que seria ainda o produto do artesão, indivíduo que erroneamente é tido como simplório, dotado de poucos recursos e criatividade.

A obra de arte seria uma manifestação única de um momento singular da vida do artista, o artesanato seria um produto feito em série, seguindo um modelo pré determinado, apresentando poucas variações. Por outro lado, os artesãos costumam seguir uma "escola", ou seja, estão ligados em estilo e técnica a um "mestre" o qual seguem com muito poucas variações. Como acontece com a arte primitiva, o artista como indivíduo acaba sendo menos famoso que a comunidade (neste caso, a escola) a qual pertence.

Quando um mestre se torna conhecido e aceito pelos críticos de arte, deixa de ser chamado de "artesão" para ganhar o estatus de "artista popular". Ainda que em princípio pareça que o trabalho desses mestres mais famosos ainda seja artesanato, pode-se muitas vezes perceber que sua obra resolveu alguma "questão" artística, não se limitando a seguir o padrão de outros mestres.

Esta condição, não se prender aos padrões da escola na qual foi formado, não poderia ser aplicada sobre muitas pessoas consideradas como artistas? Geralmente costuma-se ser mais complacente com alguns campos da arte, chamando-se de artistas todos os pintores, escultores, compositores e etc. Ainda assim, o tempo acaba sendo um juiz menos piedoso e muitos artistas pouco criativos que hoje são aclamados acabam sendo esquecidos em favor de verdadeiros artistas (entre eles, alguns artesãos) que em sua época foram ignorados.



O valor da arte primitiva




Alguns teóricos gostam de classificar as artes como "maiores" ou "menores", conforme se relacionem com as limitações da técnica, do mercado ou do caráter utilitário. Por este critério, a maior das artes seria a poesia, podendo ser realizada apenas com palavras e gestos, não necessitando de material e técnica, livre do mercado e etc (pode-se discutir isso). A menor delas seria a fotografia, se tratando de uma elaboração tecnológica com pouco espaço a inspiração pessoal e etc (pode-se discutir isso também).

Seguindo esta mentalidade, no fundo do poço encontramos o artesanato, considerado como feito apenas para o mercado, segundo regras pré-estabelecidas (quantos artistas consagrados não agem desta forma?). O artesanato, é acusado de visar utilidades práticas, fato inadmissível numa obra de arte verdadeira.

Em peças como jarros, cadeiras, porta-copos ou ímãs de geladeira, sabemos claramente para que foram feitas. Outros objetos tem sua utilidade menos explícita, podendo ser considerados um mero adorno, mas isso já basta para ser considerado como possuidor de alguma utilidade prática.

Usar esse critério para diferenciarmos o artesanato da arte acaba se mostrando problemático. Mesmo as obras de arte mais conhecidas e representativas, acabam apresentando algum tipo de utilidade. Muitas vezes essa utilidade é semelhante aquela atribuída ao artesanato ou a arte primitiva.


Tanto os objetos de arte clássica como os de arte renascentistas foram realizados para serem objeto de adoração ou para favorecerem politicamente quem encomendou. Ainda que também fossem manifestações bastante pessoais, foram financiados por pessoas que visavam uma utilidade prática.

A arte ainda hoje se mostra "útil". Os organizadores de exposições escolhem os artistas visando atrair grande público, ganhando para si prestígio e poder político. Obras são negociadas em leilões a altos preços, sendo investimento seguro e uma boa forma de burlar o imposto de renda (nada de citar nomes desta ou aquela fundação). Para nós, meros mortais, algumas obras podem ser úteis para demostrar "requinte e bom gosto" diante de determinado círculo social ou ainda esconder buracos e manchas nas paredes.

O artista primitivo, por sua vez, não vê sentido na divisão entre arte e artesanato. Todo objeto que realiza tem sua utilidade, mesmo que invisível aos nossos olhos. Poderíamos portanto dizer que tudo o que ele faz é artesanato. Por outro lado, esses objetos utilitários são o principal meio pelo qual as sociedades primitivas manifestam seus valores, seus temores e sua história.

Se olharmos com cuidado a forma como os "primitivos" encaram a sua arte, veremos o quanto a sua arte é livre. Seus utensílios poderiam muito bem não conter nenhum tipo de intervenção artística e se manteriam eficientes da mesma forma. Ainda assim, esses artistas-artesãos, passam muito mais tempo confeccionando seus utensílios do que realmente seria necessário caso não fossem adornados. Homens e mulheres chegam a passar mais tempo confeccionando determinados artefatos do que os utilizando. Talvez por estarem mais próximos da natureza, sintam mais necessidade de expressar sua humanidade.

Através de seus ritos, sua música, seus adornos, ou ainda, qualquer atividade que não esteja ligada a atender suas necessidades mais práticas, o ser humano se reconhece como pessoa. Através da arte que chamamos de primitiva, aqueles que chamamos de primitivos se identificam como povo, caçadores, homem ou mulher, adolescente ou criança, membro de uma comunidade... É através da arte que o homem primitivo trava contato com a sua própria identidade.

Arte rupestre

Arte rupestre, pintura rupestre ou ainda gravura rupestre, são termos dados às mais antigas representações artísticas conhecidas, as mais antigas datadas do período Paleolítico Superior (40.000 a.C.) gravadas em abrigos ou cavernas, em suas paredes e tetos rochosos, ou também em superfícies rochosas ao ar livre, mas em lugares protegidos, normalmente datando de épocas pré-históricas.
Na vida do Homem pré-histórico tinham lugar a Arte e o espírito de conservação daquilo de que necessitava. Estudos arqueológicos demonstram que o Homem da Pré-História (a fase da História que precede a escrita) já conservava, além de cerâmicas, armas e utensílios trabalhados na pedra, nos ossos dos animais que abatiam e no metal. Arqueólogos e antropólogos datando e estudando peças extraídas em escavações conferem a estes vestígios seu real valor como "documentos históricos", verdadeiros testemunhos da vida do Homem em tempos remotos e de culturas extintas.
Prospecções arqueológicas realizadas na Europa, Ásia e África, entre outras, revelam em que meio surgiram entre os primitivos homens caçadores os primeiros artistas, que pintavam, esculpiam e gravavam. A cor na pintura já era conhecida pelo Homem de Neandertal. As "Venus Esteatopígicas", esculturas em pedra ou marfim de figuras femininas estilizadas, com formas muito acentuadas, são manifestações artísticas das mais primitivas do "Homo Sapiens" (Paleolítico Superior, início 40000 a.C) e que demonstram sua capacidade de simbolizar. A estas esculturas é atribuído um sentido mágico, propiciatório da fertilidade feminina e ao primeiro registro de um sentimento religioso ou de divindade, o qual convencionou-se denominar de Deusa mãe, Mãe Cósmica ou Mãe-terra.
Não é menos notável o desenvolvimento da pintura na mesma época. Encontradas nos tetos e paredes das escuras grutas, descobertas por acaso, situadas em fundos de cavernas. São pinturas vibrantes realizadas em policromia que causam grande impressão, com a firme determinação de imitar a natureza com o máximo de realismo, a partir de observações feitas durante a caçada. Na Caverna de Altamira (a chamada Capela Sistina da Pré-História), na Espanha, a pintura rupestre do bisonte impressiona pelo tamanho e pelo volume conseguido com a técnica claro-escuro. Em outros locais e em outras grutas, pinturas que impressionam pelo realismo. Em algumas, pontos vitais do animal marcados por flechas. Para alguns, "a magia propiciatória" destinada a garantir o êxito do caçador. Para outros estudiosos, era a vontade de produzir arte.
Qualquer que seja a justificativa, a arte preservada por milênios permitiu que as grutas pré-históricas se transformassem nos primeiros museus da humanidade.

Considera-se arte rupestre as representações sobre rochas do homem da pré-história, em que se incluem gravuras e pinturas. Acredita-se que estas pinturas, cujos materiais mais usados são o sangue, saliva, argila, e excrementos de morcegos (cujo habitat natural são as cavernas),[1] têm um cunho ritualístico. Estima-se que esta arte tenha começado no Período Aurignaciano (Hohle Fels, Alemanha), alcançando o seu apogeu no final do Período Magdaleniano do Paleolítico.
A importância do estudo da arte rupestre deve-se, não tanto à interpretação das figuras existentes, mas antes obter um entendimento dos motivos e contextos que levaram uma comunidade a usar muito do seu tempo e esforço na execução da dita arte rupestre. Como estas sociedades primitivas se estendem no tempo e na sua essência são consideravelmente diferentes das nossas vivências actuais, o estudo da arte rupestre de forma ciêntifica permite analisar o comportamento do homem em contextos muito díspares, pelo que acaba por ser de certa forma um estudo transdisciplinar entre a psicanálise, a antropologia e o nosso próprio conceito de arte.
Normalmente os desenhos são formados por figuras de grandes animais selvagens, como bisões, cavalos, cervos entre outros. A figura humana surge raramente, sugerindo muitas vezes actividades como a dança e, principalmente, a caça, mas normalmente em desenhos esquemáticos e não de forma naturalista, como acontece com os dos animais. Paralelamente encontram-se também palmas de mãos humanas e motivos abstratos (linhas emaranhadas), chamados por Henri Breuil de macarrões.
Nos sítios espalhados pelo mundo, é padrão encontrar, além dos desenhos parietais, figuras e objetos decorativos talhados em osso, modelados em argila, pedra ou chifres de animais.

Descoberta e autenticidade.
Quando os europeus (mais precisamente Marcelino Sanz de Sautuola) encontraram pela primeira vez as pinturas de Magdalenia da caverna de Altamira, na Cantábria, Espanha, em torno de 150 anos, elas foram consideradas como fraude por acadêmicos.
O novo pensamento darwiniano sobre a evolução das espécies foi interpretado como significando que os primitivos humanos não poderiam ter sido suficientemente avançados para criar arte.
Émile Cartailhac, um dos mais respeitados historiadores da Pré-História do final do século XIX, acreditava que as pinturas tinham sido forjadas pelos criacionistas (que sustentavam a criação do homem por Deus) para apoiar suas ideias e ridicularizar Darwin. Recentes reavaliações e o crescente número de descobertas têm ilustrado a autenticidade das figuras encontradas e indicam o alto nível de capacidade de arte dos humanos do Paleolítico Superior, que usavam apenas ferramentas básicas. As pinturas rupestres podem proporcionar, também, valiosas pistas quanto à cultura e às crenças daquela época.
No entanto, a idade das pinturas permanece, em muitos sítios arqueológicos, uma questão controvertida, dado que métodos como a datação por radiocarbono podem facilmente levar a resultados errôneos pela contaminação de amostras de material mais antigo ou mais novo, e que as cavernas e superfícies rochosas estão tipicamente atulhadas com resíduos de diversas épocas.
A escolha da datação pelo material subjacente pode indicar a data, por exemplo, da rena na caverna espanhola denominada Cueva de Las Monedas, que foi determinada como sendo do período da última glaciação. A caverna mais antiga é a de Chauvet, com 32 000 anos.
Contudo, como ocorre com toda a Pré-História, é impossível estar-se seguro dessa hipótese devido à relativa falta de evidência material e a diversas lacunas associadas com a tentativa de entender o pensar pré-histórico aplicando a maneira de raciocinar do Homem moderno.

Sítios mais conhecidos
Os sítios mais conhecidos e estudados encontram-se na Europa, sobretudo França e no norte da Espanha, na região denominada franco-cantábrica; em Portugal, na Itália e na Sicília; Alemanha; Balcãs e Roménia. No norte mediterrâneo da África; na Austrália e Sibéria são conhecidas milhares de localidades, porém não tão estudadas, como é o caso do Brasil. Em 2003, pinturas rupestres foram também descobertas em Creswell Crags, Nottinghamshire, Inglaterra.

Europa
Na Europa, as pinturas rupestres mais bem conhecidas são as localizadas em:
Arte rupestre de Val Camonica, Itália (sítio do Unesco)
Lascaux, França.
La Marche, perto de Lussac-les-Chateaux, França.
Chauvet-Pont-d'Arc, perto de Vallon-Pont-d'Arc, França.
Caverna de Altamira, perto de Santillana del Mar, Cantábria, Espanha.
Caverna de Cosquer, com uma área ao nível do mar perto de Marselha, França.
Font de Gaume, no vale de Dordogne, França.
Caverna de Pech Merle, França.
Caverna de Les Trois-Frères, França.

Portugal.
Em Portugal são conhecidas mais de trezentas localidades de arte rupestre, destacando-se os complexos do Vale do rio Côa e do Vale do Tejo, dos mais antigos ao ar livre, a gruta do Escoural, fundamental no estudo do Cro-Magnon e Neandertal, e gravuras rupestres como o cavalo de Mazouco. A Anta Pintada de Antelas, em Oliveira de Frades, é um monumento nacional que apresenta as pinturas rupestres melhor conservadas de toda a Península Ibérica.

Brasil.
No Brasil são encontradas diversas manifestações de arte rupestre. Os locais mais conhecidos ficam em Naspolini, no estado de Santa Catarina, na região Sul do país. Em Minas Gerais na região de Prata, próximo a Serra da Boa Vista, em Lagoa Santa, Varzelândia e Diamantina próximo à cachoeira da Sentinela. Destacam-se também a Toca da Esperança, região central da Bahia e Florianópolis, estado de Santa Catarina, no sul. No nordeste também foram encontradas pinturas no estado do Piauí, na Serra da Capivara. As cidades mais próximas dos sítios arqueológicos são Coronel José Dias e São Raimundo Nonato (30 km). Outros registros foram encontrados na fronteira com o Chile, no Lago dos Diamantes. Muitos registros estão em condições precárias. No estado do Rio Grande do Norte, diversos sítios também são encontrados, principalmente nas regiões do Seridó e na chapada do Apodi, tendo como o Lajedo de Soledade. No estado de Pernambuco encontram-se pinturas rupestres no município de Itapetim, nascente do rio Pajeú, nos Sítios Boa Vista e Riacho Salgado e no município de Afogados da Ingazeira, próximo 5 quilômetros do povoado de Queimada Grande e no município de Carnaíba, na Serra do Giz, próximo ao povoado da Serra Carapuça.
Segundo informação da FUMDHAM (Fundação Museu do Homem Americano), de São Raimundo Nonato, há 260 sítios arqueológicos com pinturas rupestres na área do Parque Nacional da Serra da Capivara, que foi criado em 1979.
No Brasil são encontradas diversas manifestações de arte rupestre. Os locais mais conhecidos ficam em Naspolini, no estado de Santa Catarina, na região Sul do país. Em Minas Gerais na região de Lagoa Santa, Varzelândia e Diamantina próximo à cachoeira da Sentinela. Destacam-se também a Toca da Esperança, região central da Bahia e Florianópolis, estado de Santa Catarina, no sul. No nordeste também foram encontradas pinturas no estado do Piauí, na Serra da Capivara. As cidades mais próximas dos sítios arqueológicos são Coronel José Dias e São Raimundo Nonato (30 km). Muitos registros estão em condições precárias. No estado do Rio Grande do Norte, diversos sítios também são encontrados, principalmente nas regiões do Seridó e na chapada do Apodi, tendo como destaque o Lajedo de Soledade. No estado de Pernambuco encontram-se pinturas rupestres no município de Itapetim, nascente do rio Pajeú, nos Sítios Boa Vista e Riacho Salgado e no município de Afogados da Ingazeira, próximo 5 quilômetros do povoado de Queimada Grande e no município de Carnaíba, na Serra do Giz, próximo ao povoado da Serra Carapuça.
Segundo informação da FUMDHAM (Fundação Museu do Homem Americano), de São Raimundo Nonato, há 260 sítios arqueológicos com pinturas rupestres na área do Parque Nacional da Serra da Capivara, que foi criado em 1979.

Agradecimentos a Wikipédia.

emigrante, imigrante e migrante

Qual a diferença entre emigrante, imigrante e migrante?
Emigrante é aquele que deixa seu país de origem para viver em outro lugar. Imigrante é aquele que entra em um país para viver nele. Emigrante e imigrante são antônimos, têm significados opostos. Por exemplo, os italianos, quando saíram da Itália para viver no Brasil, emigraram de seu país e se tornaram imigrantes aqui. O termo "migrante" se refere a quem se desloca de uma região para outra ou de um país para outro. Por exemplo, o fluxo de pessoas de outros estados do Brasil para o estado de São Paulo constitui uma migração.

MIGRANTE- O indivíduo que muda de uma região para a outra, no interior de um país, é denominado um cidadão migrante. Ele pode constituir família, conseguir ocupação e fazer amigos no local para onde migrou ou, ao contrário, ter deixado tudo isso na localidade na qual morava, para tentar a sorte em outra cidade. Faz novos amigos, arranja outro emprego, sendo possível até que volte ou mande vir para junto de si seus familiares. Isto quando não migram famílias inteiras.
Mas o que leva uma pessoa a querer sair de determinado lugar para viver em outro?
Geralmente o impulso principal é a esperança de uma vida melhor. Sonhos, planos de melhoria e sucesso. Exemplo: um sujeito gaúcho foi morar no Rio de janeiro.Ele é considerado migrante.


IMIGRANTE- pessoas que vem de outro país para o Brasil. Exemplo:
Os russos saíram da Rússia e vieram para o Brasil. Aqui no Brasil, eles são considerados imigrantes.

EMIGRANTE- pessoas que saem do Brasil para viver em outo país.Exemplo. Um brasileiro saiu do Brasil e foi morar em Paris.Aqui no Brasil, ele é considerado emigrante, porque emigrou, ou se mudou definitivamente do seu país.
Fonte(s):
http://pt.wiktionary.org/wiki/emigrante

G-20

G-20

O G-20 é a união dos países em desenvolvimento. Ele foi criado em 2003, pouco antes da V Conferência Ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC). Primeiramente, o grupo era chamado de G-33, mas teve seu nome substituído por G-22. A denominação decretou-se na reunião de cúpula do Grupo dos Sete (G7) que, atualmente é G8. A reunião que decidiu o nome de G20 foi realizada em 1999, na cidade de Colônia, na Alemanha.

Ocorreu a desestabilização financeira do continente asiático, mais conhecida como Crise Monetária do sudeste asiático, que se iniciou na Tailândia com o atestado de falência do mesmo. O governo tailandês adquiriu enorme dívida externa. A crise que começou lá, fez a economia da região cair de US$ 97 bilhões para US$ 12 bilhões, isso num intervalo de um ano (1996 – 1997). No mesmo ano, a bolsa de valores de Hong Kong quebrou, houve declínio de 10,4 % e levou todos os mercados abaixo, como também a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa).

Após esse episódio trágico, as economias do mundo inteiro resolveram se reunir a fim de firmar a estabilidade financeira. São países desenvolvidos e emergentes, trabalhando juntos em prol de arquitetar e traçar estratégias de mercado, para que não aconteça outra crise ou a perda do controle. Estados Unidos, Alemanha, Canadá, França, Japão, Itália, União Europeia e os emergentes importantes: Brasil, Arábia Saudita, China, Índia, Rússia, bem como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial (BIRD).

Os Ministros de Finanças e Presidentes dos Bancos Centrais formam essa grande cúpula do G-20. Lá, pensam em modelos que visam o desenvolvimento econômico sustentável. De acordo com a Secretaria de Assuntos Internacionais, organizadora de todos os eventos do G-20, no Brasil e no exterior, o grupo representa 90% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial.

O Grupo dos Vinte teve sua pauta tratada com mais urgência. Isso foi a partir da Cúpula do grupo, em Washington, EUA. Nessa reunião, aprovaram 47 medidas. As ações tomadas são em relação aos grupos financeiros e os chefes de política econômica de cada país. O objetivo das mais de 40 decisões é a reestruturação dos órgãos financeiros para com as instituições internacionais. Tudo isso, visando a estabilização econômica mundial. Dessa forma, esquivando-se de outra possível crise econômica internacional.

O crescimento da economia do mundo se dá por meio dos mecanismos usados pelo Grupo. Com as propostas estudadas, o G-20 promoveu um superávit de US$ 5 trilhões. A união dos 20 países estabeleceu o chamado Conselho de Estabilidade Financeira (Financial Stability Board – FSB). Consequentemente, as Instituições Financeiras Internacionais (IFI) obtiveram aumento em suas linhas de crédito.

Segundo a Secretaria de Assuntos Internacionais (SAIN), em uma das reuniões de Cúpula do G-20, os Líderes deram foco no fortalecimento e cooperação internacional, em planos de longo prazo para garantir o crescimento sólido e sustentável e equilibrado. Outro enfoque foi a questão do desemprego e da pobreza. O debate sobre esses temas que permeiam o mundo capitalista foi discutido em pauta, pois uma das metas do Grupo é a erradicação desses dois problemas que atinge grande parcela das populações.

Os países que fazem parte do G-20 são: Brasil, Argentina, Arábia Saudita, México, China, Índia, Austrália, Indonésia, Coreia do Sul, África do Sul e a Turquia. Do Grupo dos Sete, mais a Rússia, G8: Alemanha, Canadá, Estados Unidos, Reino Unido, França, Itália, Japão e a Rússia. Lembrando que não existe nenhuma exigência formal para as nações que desejem se integrar ao grupo. Porém, o número de componentes deve ser fixo, para a maior eficiência do agrupamento.
Países desenvolvidos

Países mais avançados, tanto economicamente quanto politicamente, são denominados desenvolvidos ou Primeiro Mundo. Os critérios de classificação deles são dados segundo várias vertentes, entre elas o Produto Interno Bruto (PIB) per capita, o nível de industrialização, a situação econômica, o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Essa questão gera debates entre os especialistas que, de certa forma, procuram conceituar melhor o título de desenvolvido, emergente ou subdesenvolvido.

O IDH se tornou critério de avaliação, uma vez que os países do chamado Primeiro Mundo possuem os índices elevados, como é o caso da Noruega, Austrália, Nova Zelândia e Estados Unidos: o IDH supera os 0,9 na escala. Os noruegueses estão no topo, na tabela do Índice.

Existem alguns atributos que o Fundo Monetário Internacional (FMI) leva em conta. Por exemplo, a FMI considera os Tigres Asiáticos (Hong Kong, Taiwan, Coreia do Sul e Cingapura) como nações desenvolvidas, bem como a Organização das Nações Unidas (ONU) considera a União Aduaneira da África Austral (UAAA). África do Sul, Botsuana, Lesoto, Suzilândia e Namíbia compõem a UAAA. Outro país tomado como desenvolvido é Israel.

Porém, a ONU não define regras a respeito da classificação de países desenvolvidos, emergentes e subdesenvolvidos. Ela se baseia em estatísticas de mercado. Desse modo, existirão as localidades que apresentam maiores taxas de crescimento nessas áreas. Por esse motivo, são denominadas de regiões ou países desenvolvidos, subdesenvolvidos e emergentes.

Os localizados na área central da Ásia, de acordo com as Nações Unidas, não entram em nenhuma das classificações citadas acima. São eles: Cazaquistão, Uzbequistão, Quirguistão, Tadjiquistão e Turcomenistão. A Mongólia também não está inserida nas classes. Esses países estão em outra categoria, a de países em transição. Contudo, eles são relacionados juntamente com os que rumam ao desenvolvimento.

De acordo com a Teoria dos Mundos, o planeta é setorizado em diferentes classes, adotadas na Guerra Fria (1945 – 1989). O Primeiro Mundo representa os países desenvolvidos: ricos, com grande potencialidade na área industrial, a política estruturada e com elevado Índice de Desenvolvimento Humano. Noruega, Estados Unidos, Suécia, Japão, Alemanha, França, Itália, dentre outros.

O Segundo Mundo pertencia às nações exerciam a política econômica socialista: a União Soviética e a Coreia do Norte. Porém, esse termo não é usado mais. Seria utilizado para países emergentes, mas só valeria para quem possuísse características de Primeiro Mundo e Terceiro, ao mesmo tempo - os integrantes do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), no caso, uma vez que seus indicadores caminham entre os dois mundos. São classificados como países emergentes os ricos e industrializados; porém, com problemas nas áreas sócio-econômicas.

Terceiro Mundo é composto pelos países que ficaram neutros na Guerra Fria. Eles não apoiaram nem o capitalismo dos Estados Unidos e, muito menos, o socialismo da União Soviética. Os subdesenvolvidos: pobres, com baixo IDH e a política não é democrática. Afeganistão, Serra Leoa, Haiti. O Quarto Mundo são as nações totalmente desestruturadas, ainda buscam a independência. O Tibete e a Palestina, por exemplo.

Países Emergentes.
A expressão países emergentes foi substituída por 'em desenvolvimento', antigamente, conhecidos como países de Segundo e Terceiro Mundo. Veja bem: para se entender o que é um país de Terceiro Mundo, é preciso mergulhar na história, mais precisamente, na Guerra Fria (1945 - 1989). O período das batalhas indiretas marcou-se por causa dos Estados Unidos e os seus aliados. Eles formaram um bloco capitalista, conhecido como Primeiro Mundo.

Na época, eram as nações da América do Norte: Canadá e Estados Unidos; parte da Europa Ocidental, Japão, Austrália. O Segundo Mundo era representado pelos socialistas: União Soviética, a China, Coreia do Norte e Cuba. O Terceiro Mundo era composto pelos países da América do Sul, o continente africano, em sua totalidade, e parcela da Ásia e Filipinas. Esses, formavam os países neutros, não se posicionavam em relação a nenhum dos grandes blocos: capitalista e socialista.

Os países considerados como emergentes são aqueles que apresentam grande potencial e buscam se reordenar em vários aspectos: mercado, político e apresentam uma alta taxa de crescimento – o que contribui para as relações econômicas no exterior. Ou seja, uma nação rumo ao desenvolvimento passa pelo processo de globalização. Os que estão no decorrer dessa evolução são chamados de emergentes. Podem ser tomados como exemplo Brasil, Rússia, Índia e China. Eles formam o grupo denominado de BRIC – termo criado por Jim O'Neill, presidente da Goldman Sachs.

Embora o BRIC seja considerado um grupo de países emergentes, o próprio criador mudou esse conceito. Brasil, Rússia, Índia e China já estão concentrados em outros patamares que não no emergente. O mercado deles se diferencia, e muito, em relação a outros que estão na condição: se reestruturando. De acordo com especialistas, o Brasil já ocupa o lugar de sétima economia no mundo, perdendo para os grandes como o todo poderoso Estados Unidos, China, Japão, Alemanha, França, Itália.

As pesquisas indicam a ascensão dessas nações até 2020. Alguns economistas dizem que os emergentes se tornarão grandes potências e superarão as que hoje estão liderando a economia mundial. Existem grandes expectativas quanto a isso. O G7, um grupo composto pelos sete países mais ricos do mundo, mais a Rússia, corre o risco de ser superado pelo BRIC. O topo dessa hierarquia do Grupo dos Sete, a saber, são os Estados Unidos, com o Produto Interno Bruto (PIB) de cerca de 120 trilhões de dólares.

Então, os países emergentes ou em desenvolvimento são classificados a partir de seus dados políticos e sociais, tais como o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Os números apontados por essa estatísticas contam ao destacar o nível em que cada país se encontra. Ele é avaliado em uma escala que vai de zero até 10. Grosso modo, os lugares que atingem a marca entre 0,8 e 0,9, o IDH é elevado – acima disso, é muito elevado. A Noruega está no ápice, totalizando um IDH de valor igual a 0,938.

Para um país possuir o status de desenvolvido, é preciso trabalhar para o crescimento de algumas taxas importantes. O índice de educação se calcula pela taxa de alfabetização. São contados, na operação, as pessoas que, aos 15 anos, já concluíram o Ensino Fundamental. Outro fator levado em conta é a taxa de escolarização. Essa, baseia-se na soma das pessoas de qualquer idade matriculadas, seja no Ensino Fundamental, Médio, ou Superior. O quantitativo é dividido pelo quociente de pessoas entre 7 e 22 anos do local. E os dados das pessoas que cursam a pós-graduação, supletivo e demais cursos, também são contabilizados no marcador.

A renda está diretamente ligada ao Produto Interno Bruto, por cabeça, da localidade. Os países possuem diferenças em seu custo de vida. O cálculo da renda do IDH é feito por meio do dólar americano. Isso porque, contabilizando com a moeda estadounidense, exclui as diferenças do custo de vida de cada nação. O indicador é chamado de Paridade do Poder de Compra (PPC) ou Paridade do Poder Aquisitivo (PPA).

A longevidade é um critério que avalia a expectativa de vida, desde o nascimento. Ele mostra quantos anos uma pessoa vive numa determinada localização. As condições do local contribuem para que essa estatística seja elevada. Se um indivíduo tem a vida mais digna, os hospitais são de qualidade, a segurança é eficiente, existe todo um saneamento básico, contribui para o crescimento da taxa, uma vez que a expectativa de vida, que é diferente da longevidade, faz peso no registro de mortes precoces.

Esse modelo, adotando todas as essas exigências, só foi utilizado até o ano de 2009. Em 2010, o Índice de Desenvolvimento Humano seguiu outras vertentes: a expectativa de vida, ao nascer, o acesso ao conhecimento e um padrão de vida digno, conhecido como PIB (PPC) per capita.


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