domingo, 15 de abril de 2012

Países desenvolvidos

Países mais avançados, tanto economicamente quanto politicamente, são denominados desenvolvidos ou Primeiro Mundo. Os critérios de classificação deles são dados segundo várias vertentes, entre elas o Produto Interno Bruto (PIB) per capita, o nível de industrialização, a situação econômica, o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Essa questão gera debates entre os especialistas que, de certa forma, procuram conceituar melhor o título de desenvolvido, emergente ou subdesenvolvido.

O IDH se tornou critério de avaliação, uma vez que os países do chamado Primeiro Mundo possuem os índices elevados, como é o caso da Noruega, Austrália, Nova Zelândia e Estados Unidos: o IDH supera os 0,9 na escala. Os noruegueses estão no topo, na tabela do Índice.

Existem alguns atributos que o Fundo Monetário Internacional (FMI) leva em conta. Por exemplo, a FMI considera os Tigres Asiáticos (Hong Kong, Taiwan, Coreia do Sul e Cingapura) como nações desenvolvidas, bem como a Organização das Nações Unidas (ONU) considera a União Aduaneira da África Austral (UAAA). África do Sul, Botsuana, Lesoto, Suzilândia e Namíbia compõem a UAAA. Outro país tomado como desenvolvido é Israel.

Porém, a ONU não define regras a respeito da classificação de países desenvolvidos, emergentes e subdesenvolvidos. Ela se baseia em estatísticas de mercado. Desse modo, existirão as localidades que apresentam maiores taxas de crescimento nessas áreas. Por esse motivo, são denominadas de regiões ou países desenvolvidos, subdesenvolvidos e emergentes.

Os localizados na área central da Ásia, de acordo com as Nações Unidas, não entram em nenhuma das classificações citadas acima. São eles: Cazaquistão, Uzbequistão, Quirguistão, Tadjiquistão e Turcomenistão. A Mongólia também não está inserida nas classes. Esses países estão em outra categoria, a de países em transição. Contudo, eles são relacionados juntamente com os que rumam ao desenvolvimento.

De acordo com a Teoria dos Mundos, o planeta é setorizado em diferentes classes, adotadas na Guerra Fria (1945 – 1989). O Primeiro Mundo representa os países desenvolvidos: ricos, com grande potencialidade na área industrial, a política estruturada e com elevado Índice de Desenvolvimento Humano. Noruega, Estados Unidos, Suécia, Japão, Alemanha, França, Itália, dentre outros.

O Segundo Mundo pertencia às nações exerciam a política econômica socialista: a União Soviética e a Coreia do Norte. Porém, esse termo não é usado mais. Seria utilizado para países emergentes, mas só valeria para quem possuísse características de Primeiro Mundo e Terceiro, ao mesmo tempo - os integrantes do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), no caso, uma vez que seus indicadores caminham entre os dois mundos. São classificados como países emergentes os ricos e industrializados; porém, com problemas nas áreas sócio-econômicas.

Terceiro Mundo é composto pelos países que ficaram neutros na Guerra Fria. Eles não apoiaram nem o capitalismo dos Estados Unidos e, muito menos, o socialismo da União Soviética. Os subdesenvolvidos: pobres, com baixo IDH e a política não é democrática. Afeganistão, Serra Leoa, Haiti. O Quarto Mundo são as nações totalmente desestruturadas, ainda buscam a independência. O Tibete e a Palestina, por exemplo.

Países Emergentes.
A expressão países emergentes foi substituída por 'em desenvolvimento', antigamente, conhecidos como países de Segundo e Terceiro Mundo. Veja bem: para se entender o que é um país de Terceiro Mundo, é preciso mergulhar na história, mais precisamente, na Guerra Fria (1945 - 1989). O período das batalhas indiretas marcou-se por causa dos Estados Unidos e os seus aliados. Eles formaram um bloco capitalista, conhecido como Primeiro Mundo.

Na época, eram as nações da América do Norte: Canadá e Estados Unidos; parte da Europa Ocidental, Japão, Austrália. O Segundo Mundo era representado pelos socialistas: União Soviética, a China, Coreia do Norte e Cuba. O Terceiro Mundo era composto pelos países da América do Sul, o continente africano, em sua totalidade, e parcela da Ásia e Filipinas. Esses, formavam os países neutros, não se posicionavam em relação a nenhum dos grandes blocos: capitalista e socialista.

Os países considerados como emergentes são aqueles que apresentam grande potencial e buscam se reordenar em vários aspectos: mercado, político e apresentam uma alta taxa de crescimento – o que contribui para as relações econômicas no exterior. Ou seja, uma nação rumo ao desenvolvimento passa pelo processo de globalização. Os que estão no decorrer dessa evolução são chamados de emergentes. Podem ser tomados como exemplo Brasil, Rússia, Índia e China. Eles formam o grupo denominado de BRIC – termo criado por Jim O'Neill, presidente da Goldman Sachs.

Embora o BRIC seja considerado um grupo de países emergentes, o próprio criador mudou esse conceito. Brasil, Rússia, Índia e China já estão concentrados em outros patamares que não no emergente. O mercado deles se diferencia, e muito, em relação a outros que estão na condição: se reestruturando. De acordo com especialistas, o Brasil já ocupa o lugar de sétima economia no mundo, perdendo para os grandes como o todo poderoso Estados Unidos, China, Japão, Alemanha, França, Itália.

As pesquisas indicam a ascensão dessas nações até 2020. Alguns economistas dizem que os emergentes se tornarão grandes potências e superarão as que hoje estão liderando a economia mundial. Existem grandes expectativas quanto a isso. O G7, um grupo composto pelos sete países mais ricos do mundo, mais a Rússia, corre o risco de ser superado pelo BRIC. O topo dessa hierarquia do Grupo dos Sete, a saber, são os Estados Unidos, com o Produto Interno Bruto (PIB) de cerca de 120 trilhões de dólares.

Então, os países emergentes ou em desenvolvimento são classificados a partir de seus dados políticos e sociais, tais como o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Os números apontados por essa estatísticas contam ao destacar o nível em que cada país se encontra. Ele é avaliado em uma escala que vai de zero até 10. Grosso modo, os lugares que atingem a marca entre 0,8 e 0,9, o IDH é elevado – acima disso, é muito elevado. A Noruega está no ápice, totalizando um IDH de valor igual a 0,938.

Para um país possuir o status de desenvolvido, é preciso trabalhar para o crescimento de algumas taxas importantes. O índice de educação se calcula pela taxa de alfabetização. São contados, na operação, as pessoas que, aos 15 anos, já concluíram o Ensino Fundamental. Outro fator levado em conta é a taxa de escolarização. Essa, baseia-se na soma das pessoas de qualquer idade matriculadas, seja no Ensino Fundamental, Médio, ou Superior. O quantitativo é dividido pelo quociente de pessoas entre 7 e 22 anos do local. E os dados das pessoas que cursam a pós-graduação, supletivo e demais cursos, também são contabilizados no marcador.

A renda está diretamente ligada ao Produto Interno Bruto, por cabeça, da localidade. Os países possuem diferenças em seu custo de vida. O cálculo da renda do IDH é feito por meio do dólar americano. Isso porque, contabilizando com a moeda estadounidense, exclui as diferenças do custo de vida de cada nação. O indicador é chamado de Paridade do Poder de Compra (PPC) ou Paridade do Poder Aquisitivo (PPA).

A longevidade é um critério que avalia a expectativa de vida, desde o nascimento. Ele mostra quantos anos uma pessoa vive numa determinada localização. As condições do local contribuem para que essa estatística seja elevada. Se um indivíduo tem a vida mais digna, os hospitais são de qualidade, a segurança é eficiente, existe todo um saneamento básico, contribui para o crescimento da taxa, uma vez que a expectativa de vida, que é diferente da longevidade, faz peso no registro de mortes precoces.

Esse modelo, adotando todas as essas exigências, só foi utilizado até o ano de 2009. Em 2010, o Índice de Desenvolvimento Humano seguiu outras vertentes: a expectativa de vida, ao nascer, o acesso ao conhecimento e um padrão de vida digno, conhecido como PIB (PPC) per capita.


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