quarta-feira, 30 de abril de 2014

FOI ASSIM QUE DESCOBRIRAM O BRASIL.

                             

O Brasil foi descoberto por causa de uma revolução que começou uns 300 anos antes de  protagonistas centrais comerciantes, artesão e banqueiros. Sua sede foram os pequenos núcleos urbanos que, por sua posição estratégica, puderam sobreviver à estagnação econômica da Idade Média.
   O sistema feudal, predominantemente rural, tinha tirado das cidades a função de núcleos comerciais. Mas Veneza, Amalfi, Gênova e Nápoles puderam continuar, pela via marítima, o processo de trocas, principalmente com a antiga capital do Império Romano do Oriente, Bizâncio, então chamada Constantinopla e onde comerciar não era atividade vista com maus olhos como no Ocidente, antes pelo contrário.

     O comércio fez crescer as cidades, o crescimento das cidades reforçou a importância do comércio. E também o papel das cidades do norte da Itália, de onde partiam caravanas de mercadores rumo à Europa central, chegando ao Mar do Norte e ao Báltico, onde outras cidades, geralmente portuárias, se encarregavam de continuar a distribuir os produtos recebidos.

      Formaram-se assim dois eixos: no sul da Europa, os italianos monopolizavam o comércio com o Oriente, de onde traziam as tão procuradas especiarias – cravo, gengibre, noz – moscada, pimenta, açafrão, etc.  Na Europa Central e Setentrional, mandava a Liga Hanseática – associação econômica e política das cidades do norte da Alemanha, rainha dos mares norte – europeus desde o século XIII.

     Portugal e Espanha não participavam dessa revolução comercial. Como podiam expandir –se ante a muralha representada de um lado pela Liga Hanseática de outro pelas repúblicas italianas? E, quando os turcos tomaram Constantinopla, em 1453, o bloqueio ficou completo. Só havia uma saída: contornar os obstáculos descobrindo novos caminhos para o Oriente e fixando novos centros de comércio. Isto levaria a uma baixa do preço das especiarias no mercado europeu e a Península Ibérica poderia, por fim, participar das relações comerciais em passo de igualdade.

Foi o que acabou acontecendo. E aí é que o Brasil entra na história. Mas, antes de chegarmos ao Brasil convém olhar mais de perto a situação portuguesa.
    
     Uma situação bastante privilegiada: em um território pequeno, debruçado sobre o oceano Atlântico, induzindo a nação portuguesa às atividades marítimas. Contudo, esse papel só poderia ser desempenhado quando os problemas políticos internos ficassem resolvidos, ou seja, quando cessasse a constante luta com Castela.

    A dinastia de Aviz assegura, por fim, a independência. E já em 1431 surgem expedições portuguesas nas ilhas dos Açores – descoberta um século ante – e em 1434 é transposto o cabo não o (bojador), ponto importante da
Costa africana. Porém só a partir de 1481, no reinado de D. João II, é que iriam começar as grandes saídas marítimas. Possuindo razoável técnica náutica e sabendo usar a caravela
- embarcação que permitia navegar até contra o vento - os portugueses passam então a explorar a costa ocidental da África. Seus objetivos: ouro e escravos.

Sob o comando de Bartolomeu Dias, chegam até o ponto extremo do continente africano, contornando o cabo das Tormentas, que o rei, muito a propósito, batiza de Boa Esperança. Daí as Índias – pela rota marítima – é quase um pulo. Tanto assim que, em 1498, Vasco da Gama chega a Calecute.
 
      Nesse meio tempo, a Espanha não ficara a ver navios: em 1492, um navegante genovês a serviço do Rei Fernando de Aragão levará a bandeira espanhola a terras da América.

     É natural que o avanço espanhol rumo oeste não fosse recebido com muitas simpatias por seus vizinhos lusitanos (portugueses). E começou uma rivalidade que se estenderia por alguns séculos. Espanha, para legitimar suas conquistas, logo tratou de apelar ao Papa Alexandre VI e dele conseguiu uma bula pela qual ficaria dona de todas as terras que descobrisse a ocidente de um meridiano a ser traçado 100 léguas a oeste das ilhas dos Açores e Cabo Verde. Portugal sabe que isso poria a perder todo o seu trabalho pioneiro;
Não desconhece, provavelmente, as terras do Novo Mundo (embora talvez ignore que sua extensão impediria de qualquer modo o acesso direto às Índias).

    Seja como for, reage, ameaça, negocia e por fim consegue do Papa o Tratado de Tordesilhas (1494), que encomprida (aumenta) as 100 léguas para 370 léguas. Assim ficou o Novo Mundo previamente dividido entre duas casas reinantes na Península Ibérica.

   Lisboa, março de 1500. Forma-se a mais aparatosa (grande, gigantesca) das frotas (muitos navios e barcos) que já haviam deixado Portugal. Seu destino conhecido: Calecute, nas Índias. Razão: consolidar a influência da coroa de D. Manuel, através da missão diplomática e, sem dúvida, também militar.


Esse texto foi tirado de um livro totalmente destruído pelo tempo, e com isso eu não consegui o nome do autor e ano em que foi escrito. então por favor, quem souber do autor ou até reconhecer esse texto, deixe seu recado que eu coloco o seu crédito aqui no texto. Obrigada. Profª Rosí.
Atividades:
1º Que revolução que aconteceu, para chegar até o descobrimento do Brasil?
2ºQuais países, estiveram envolvidos nessa revolução?
3° Qual foi os dois eixos que se formou?
4º 1431 – qual é o século?
5º Houve dois países que se tornaram inimigos por séculos? Quais eram?


 Obs: Queridos alunos,essa atividade vocês podem responder no caderno e eu dou visto em sala. e também deixar postado aqui a sua resposta, claro que vou corrigir primeiro e depois posto para vocês. Por favor deixe seu nome completo e ano que está cursando. Beijocas profª Rosí.

Outro detalhe: esse texto meus alunos de todos as séries podem fazer, fundamental para conhecimento e é um texto fácil e o ensino médio sempre cai algumas coisas em vestibular.




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