quarta-feira, 10 de novembro de 2010

O SÁBIO QUE NADA SABIA.


Sócrates nasceu no ano 470 a.C., filho do escultor ou pedreiro Sofronisco e da parteira Fenarete. De sua infância nada se sabe. Homem feito,chamava atenção de Atenas não só pela sua inteligência,mas também pela estranheza de sua figura e seus hábitos. Corpulento,mais baixo que alto,nariz chato,e boca grande,olhos saltados,vestes rôtas, pés descalços,costumava ficar horas a fio mergulhado em seus pensamentos. Nesse tempo não comia,não bebia,não falava. Parecia jamais sentir sede e nem fome, frio nem calor. Quando não estava meditando solitário,conversava com seus discípulos, procurando ajudá-los na busca da verdade.
Homem do partido aristocrático, Sócrates acabou sendo acusado, pelos democratas que dominavam Atenas,de fabricar tiranos. Mas a queixa oficial foi outra: corrompia juventude ateniense,ao fazer com que as coisas más parecessem boas, tentava introduzir deuses estranhos em Atenas. Em 399 a.C. foi preso e condenado a morte. Ao lhe tirarem os grilhões, para que pudesse beber a cicuta (método então corrente de execução),ainda encontrou animo para fazer um gracejo: "o prazer é a ausência de dor". E minutos antes de morrer, disse ao seu amigo Críton: "Lembra-te de que devemos um galo a esculápio". Queria oferecer ao deus da medicina uma última oferenda.

Artigo da Revista Conhecer da Abril Cultural. nº 106.

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