quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Rio Nilo



O EGITO É UMA DÁDIVA DO NILO.
As palavras acima foram escritas há cerca de 2.300 anos pelo grande historiador Heródoto, no seu famoso livro sobre o Egito. Continuam a ser tão verdadeiras hoje como o eram naquela época. Para compreendermos a história do Egito, devemos compreender primeiro o seu rio.
O rio Nilo era, outrora, muito mais largo do que agora e corria através de uma vasta planície. Ao longo dos séculos, a largura do rio foi diminuindo, e o seu leito foi se tornando cada vez mais profundo. Em certos locais, escavou até mesmo a rocha, deixando atrás de si rochedos íngremes onde nada poderia crescer. Noutros pontos, pôs a descoberto extensões planas e férteis, prontas para a cultura.
O vale que se formou nunca teve mais do que alguns quilômetros de largura, mesmo no seu ponto mais largo. Por isso, cada metro de terra era preciso e tinha que ser cuidadosamente utilizado. O rio apenas se divide ao norte do Cairo, procurando saída para o mar através de inúmeros canais. Forma, deste modo, uma área triangular de boa terra cultivável, a que se denominou o Delta.
Uma vez por ano, as neves em fusão e a forte torrente de água e lama que se precipita pelo Nilo azul até o Nilo. Antes da construção das modernas barragens, toda essa água fazia com que o Nilo transbordasse.
Toda a terra fica inundada até o mar Mediterrâneo. A isso se chamava inundação. Quando baixava, deixava a terra coberta por uma nova camada de solo negro e rico que era ótimo para as culturas.



O Nilo resulta da união do Nilo Branco, que nasce nos lagos da África Central, com o Nilo Azul, que vem das montanhas da Etiópia. Sem o Nilo, o Egito seria um deserto, tal como o resto do Saara. Cai muito pouca chuva e a pluviosidade verifica-se na sua maioria, na zona norte do país e apenas durante os meses de inverno.



Inundações.
Todos os anos, a inundação cobria as terras de ambos os lados do rio. Mas a quantidade de água nunca era igual. Umas vezes inundava as casas, e os homens e os animais podiam morrer afogados. Noutras, as culturas poderiam morrer e haveria fome até a inundação seguinte.



Esta antiga gravura egípcia representa Hapi, o deus do Nilo. Fornecia água para beber e para as culturas; peixes e aves aquáticas para comer; e os canaviais que serviam para inúmeros fins.

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