segunda-feira, 21 de março de 2016

História do Império Francês


Os reis franceses se negaram a aceitar a divisão do mundo entre a Espanha e Portugal, definida, em 1491, pelo Tratado de Tordesilhas. O rei Francisco I financiou as viagens de Jacques Cartier, que explorou o rio São Lourenço, no Canadá (1534-1543). Com as últimas missões de Champlain, o referido território converteu-se mais tarde na Nova França. No século XIV, a França possuía o Canadá, as ilhas Maurício e Reunião, no oceano Índico, e algumas feitorias na Índia. Após o Tratado de Paris, perdeu a Louisiana. O Império francês sofreu as conseqüências das Guerras Anglo-francesas, sobretudo no caso do Canadá e da Índia. Com Napoleão III, a França conquistou a Argélia e o Senegal e anexou a Nova Caledônia (1853) e a Cochinchina (1862-1867). A intervenção no México, em 1864, foi um enorme fracasso.


Francisco I foi rei da França entre 1515 e 1547. Patrocinou as viagens de exploração de Jacques Cartier aos territórios que passariam a constituir o Canadá

Não obstante, a expansão colonial francesa concretizou-se após a derrota da França frente a Prússia, na guerra de 1870-1871. Em 1881, a França obrigou o rei de Túnis a aceitar um protetorado francês sobre seu território, devido em grande parte ao crescimento do interesse italiano por Túnis. No Marrocos, era questão de tempo para que os franceses impusessem seu predomínio econômico. Na Conferência de Algecíras (1906), o sul do Marrocos foi reconhecido como área de influência francesa e, em 1912, foi estabelecido o protetorado francês.

A África Equatorial foi explorada por Pierre Savorgnan de Brazza, entre 1875 e 1880, e, em 1910, os territórios de possessão francesa foram agrupados sob a denominação de Federação da África Equatorial Francesa. Algo parecido ocorreu na África Ocidental, onde, após a ocupação da Costa Marfim (1883), Guiné (1896), Benín (1892), Senegal e Chade uniram-se a para formar a Federação da África Ocidental, em 1895. Na Indochina, os franceses concentraram seus esforços em Toquim, lugar que queriam converter em zona de acesso para a China. Ali, em 1884, estabeleceram um protetorado e, em 1893, proclamou-se a União Indochina.

A França desenvolveu uma administração e uma cultura tentando estabelecer uma unidade entre as colônias, mas sem chegar a um acordo sobre a relação que estes territórios deveriam manter com a metrópole. A opinião dos partidos políticos franceses de esquerda, contrários ao colonialismo, permitiu o surgimento de uma opinião que exigia mudanças dentro do Império francês.

Com a Constituição de 1946, o Império francês passou a denominar-se União Francesa, o que exprimia a negação não só de independência, mas também de autogoverno.

A rejeição à União Francesa provocou várias guerras. A primeira ocorreu na Indochina. Em 1945, as forças de resistência indochinas, sob as ordens de Ho Chi Minh, proclamaram sua independência da França. Após a derrota de Dien Bien Phu, Pierre Mendès-France negociou os acordos de Genebra, que deram fim à presença francesa na Indochina.

Em novembro de 1954, começou a guerra da Argélia. Na França, vivia-se um clima de declínio e fracasso, que permitiu o retorno de Charles de Gaulle ao poder, sendo ele o negociador da independência da Argélia.

De Gaulle procurou garantir o controle sobre as colônias africanas e, para tanto, criou a Comunidade Francesa (1958). No entanto, os líderes africanos buscavam a independência e negaram-se a integrá-la. Como aconteceu com Túnis, em 1954, e com o Marrocos, em 1958, as colônias francesas da África Negra conquistaram a independência, na década de 1960.

O que ainda existe do antigo Império francês são a Guiana e as ilhas de Guadalupe, Martinica e Reunião.

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