domingo, 27 de novembro de 2011



A SOMÁLIA, DESERTA E DIVIDIDA.

O primeiro nome que a península da Somália recebeu dos exploradores europeus foi “ o Corno da África”, a designação era devida a sua aparência: situada no extremo nordeste do continente, assemelha-se no mapa a um chifre ou uma orelha. Esse apêndice de 1000 000km2 se debruça sobre o oceano índico e o golfo de Aden. Do território total 637 660km2 formam a atual República da Somália, os 22 000km2 correspondentes ao extremo noroeste permanecem como colônia francesa, e o restante do interior da península faz parte da Etiópia.
Os problemas sociais, políticos e econômicos vividos pela República da Somália foram em parte herdados do período de dominação estrangeira. Mas decorrem também da escassez de recursos agrícolas e minerais no país.



A SOMÁLIA DOS INGLESES
Ao norte da península ergue-se o porto de BerBera ( 30 000 habitantes) sobre o golfo do Aden. Ao seu redor, toda a faixa litorânea, limitada por montanhas abruptas que alcançam altitudes de até 2000 metros. Seu solo, formado de rochas sedimentares, absorve rapidamente a água das parcas chuvas na região, e o leito dos poucos rios permanece seco a maior parte do ano. O terreno inóspito faz com que as montanhas sejam praticamente desabitadas.
Em 1888 os ingleses estabeleceram ali um protetorado. Acordos arbitrários com a Itália (1894) e a Etiópia (1897) definiram sem nenhum critério geográfico ou étnico as fronteiras do território, que dividiram os Somalis entre as duas administrações politicas, ambas estranhas ao povo somali. Um novo acordo, agora entre a Inglaterra, França e Itália (1906), definiu as respectivas esferas de influência em toda a Costa do Nordeste africano.
Durante a II Guerra Mundial também a Somália foi palco de combates entre italianos e ingleses. Não foram muito sangrentos, mas bastaram para desgastar perante os nativos o prestigio do colonizador. Como em outras colônias africanas, o movimento nacionalista começou a tomar corpo também na Somália, e em 1959 o antigo protetorado inglês recebeu a promessa de independência.


A SOMÁLIA DOS ITALIANOS
EM 1908 A Itália transformou em colônia o protetorado que havia fixado em 1880 sobre toda a costa leste da península. A parte norte da região apresenta as mesmas peculiaridades físicas da zona inglesa, e no interior a única atividade possível é o pastoreio de ovinos, caprinos, bovinos e camelídeos na área dos planaltos, e mesmo assim sob a regulamentação de severas tradições dos direitos tribais sobre poços e pastos de importância vital.
Embora a água seja escassa e disputada em todo o país, as planícies do sul – sudoeste são privilegiados face ao árido panorama geral. Com efeito, existem ali dois grandes rios: o Webi Shibeli (rios dos leopardos), de 2. 500 mk2 de extensão, e o Juba, que é navegável em seu curso médio e inferior. Ambos são fartamente utilizados para a irrigação, e na zona por eles compreendida desenvolveram-se as únicas culturas agrícolas de destaque em todo o território. Os italianos criaram centros agrários e fomentaram as plantações de banana, cana -de – açúcar, milho feijão, algodão e tabaco.
Entre o Webi Shebili e a costa do Indico estabeleceram-se as maiores cidades: Merca (60 000 hab) e a capital Mogadício (130 000 hab), de origem árabe, sua fundação remonta o século X, quando Mogadício era um entreposto árabe para o comércio com escravos negros.

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