sábado, 26 de março de 2011

Apesar de muitos, sem serviço diferenciado

Alexandra Paiva afirma que é constrangedor ter que anotar os pedidos para ser entendida. Nos fins de semana, um grupo de cerca de cem pessoas com deficiência auditiva frequenta o shopping — a maioria estudantes do Ines. E nem todos vivem na Zona Norte. Lidiane é de Anchieta, Samuel Davi, de 21 anos, de São Gonçalo, e há ainda moradores de municípios da Baixada Fluminense. A outra opção predileta deles são as praias.

“Aqui, o cinema é maior e tem muitos ônibus que nos deixam na porta principal. Também é um ponto de referência, porque sabemos que outros amigos vêm para cá”, ressalta Samuel. Apesar de ser uma comunidade considerável de consumidores, as queixas sobre o atendimento não diferenciado ainda são muitas.

“Uma vez tentei me comunicar com o funcionário na bilheteria do cinema, por meio do vidro, mas ele me deu o ingresso com o horário errado da sessão. Podia haver um intérprete ali”, sugere Samuel, que já viu seu pedido trocado também numa rede de fast food: “Pedi um sanduíche sem molho e entenderam que eu queria cebola!”

Alexandra Paiva, de 40 anos, fala sobre o que é considerado desagradável para uma pessoa com deficiência auditiva: ser obrigado a escrever o que quer falar, sem nenhuma forma de interação com a pessoa que o atende. “É constrangedor. E dá para notar pela expressão se a pessoa está de boa vontade.”

A gerente Maria Fernanda de Paoli informou que o shopping estuda oferecer, em breve, mais serviços para o público com deficiência auditiva.

http://www.vidamaislivre.com.br/noticias/noticia.php?id=1075&/surdos_ganham_interprete_de_sinais_em_shows_de_shopping_na_zona_norte

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