quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Bin Laden 2

Objetivos da Irmandade


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Janela muçulmana

No sentido mais amplo, a Irmandade Muçulmana se propõe a construir:

  • um indivíduo muçulmano, forte de corpo e com boa formação cultural, educado e consciente
  • a família muçulmana, mantendo as crianças dentro da formação educacional islâmica
  • a sociedade muçulmana, formada por indivíduos e famílias que atuem dentro da realidade em que vivem
  • o Estado muçulmano
  • Khilafa, a unidade de todos os Estados muçulmanos
  • assenhorar-se do mundo para o Islã

    Contra os Soviéticos

    Diplomado e de volta a Riad, a capital da Arábia Saudita, onde poderia passar o resto dos seus dias deliciando-se com a vida de herdeiro rico, bin Laden porém inclinou-se pelas coisas da fé. Quando as tropas soviéticas adentraram no Afeganistão para apoiar o regime socialista de Kabul, ameaçado por uma revolta fundamentalista, ele foi acometido por um furor de indignação. As botas ímpias de russos ateus estavam a profanar o solo islâmico.


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    Guerrilheiros afegãos

    Apoiado na sua enorme fortuna (estimam-na entre U$ 200 e 400 milhões) e nos seus conhecimentos técnicos, bin Laden tratou de dotar os mujadhins, os guerrilheiros islâmicos, de infra-estrutura para resistir à presença daquela infâmia. Guerreiros imbatíveis nas montanhas do Afeganistão, eles fizeram os soviéticos recuar. Dez anos depois, em 1989, bin Laden voltava à casa onde receberam-no como herói.

    O Convívio com os Talibãs


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    Talibãs em Kabul

    O convívio com os talibãs (palavra persa que significa "estudante"), os jovens soldados-seminaristas pudicos e sóbrios do Afeganistão, alterou-lhe porém as perspectivas. A corte de Riad, com o rei Fahd esbanjando dinheiro e imerso na luxúria, pareceu-lhe agora um ninho da devassidão. Vindo da guerra e das imensas privações por que passavam os afegãos, repugnaram-no os excessos que ele viu no meio dos ricaços sauditas. Tomou-se do mesmo sentimento de indignação que acometeu o padre Savonarola com as extravagâncias dos ricos de Florença no século XVI.

    Saddam Hussein surpreende


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    Americanos na Arábia Saudita
    A América, o Novo Inimigo


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    A destruição da embaixada americana em Nairóbi (Quênia) e em Dar el Salaam (Tanzânia)

    Depois da aplastante derrota de Saddam Hussein em 1991, bin Laden trocou de inimigo. Desagradou-lhe a parcialidade dos ocidentais no trato com os iraquianos. Bagdá - a Medina Bagdá - a cidade planejada pelos sucessores do Profeta para dar início à conquista da Índia, viu-se destruída pelas bombas e sitiada por um severo bloqueio econômico e alimentar. Afinal, perguntava ele, quando os ocidentais vão embora? Além do mais Bin Laden enxergou no americano um odioso símbolo do materialismo moderno. Aqueles novos semideuses tecnológicos, com seus jatos, com seus mísseis, com sua comida ligeira, com o seu rock estavam destruindo o mundo de bin Laden. Para ele a cultura americana, agora que a viu mais de perto, em seu próprio país, era uma aliança demoníaca entre o consumismo e o despudor. De anti-soviético ele converteu-se em antiamericano.

    No Sudão


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    O rei Fahd

    Fracassado na sua conspiração contra o rei Fahd, bin Laden retirou-se para o Sudão, onde pôs-se a construir uma estrada de 1.200 quilômetros de Kartum a Port Sudam. Foi em Kartum, supõe-se, que ele teria planejado os dois violentos atentados aos quartéis americanos, um em Riad e o outro na Khobar Tower, em 1995-6. A esta altura ele passou a tercerizar as operações, utilizando como instrumento sua lança, a Jihad islâmica egípcia, a seita que executou o sensacional atentado que matou Anuar el-Saddat em 1981. Os norte-americanos colocaram a sua cabeça a prêmio: o Departamento de Estado ofereceu U$ 5 milhões para quem oferecer "informações" a respeito dele.

    De volta ao Afeganistão

    Refugiou-se então em 1996 no Afeganistão, bem mais seguro, buscando abrigo junto aos seus amigos talibãs (que recentemente deram mais uma manifestação de absurda intolerância ao mandarem destruir os Budas gigantes dos tempos pré-islâmicos). É lá que este Quixote árabe sem humor e sem nenhum lirismo se sente em casa. Na aspereza das Montanhas Zazi, convivendo entre a pobreza e o ascetismo, protegido pelo fantástico Elmo de Mambrino que a cobertura dos talibãs lhe oferece, ele teria ordenado a destruição de duas embaixadas norte-americanas, uma em Nairóbi, no Quênia (utilizada como QG da CIA), e outra em Dar-es-Salaam, na Tanzânia (com 223 mortos), em agosto de 1998. Este estranho homem medieval, um dos últimos zelotes do mundo árabe, trava uma incrível guerra solitária contra ao maior império do mundo.


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    Esse trabalho também,é do Voltaire Schilling.

    Urgia, pensou ele, trocar o regime. Porque não derrubar aquela monarquia de sibaritas e fundar no seu lugar uma República islâmica? Ela seria uma variante sunita da República xiita do Irã. As estrepolias que Saddam Hussein cometeu no Kuwait em 1990-1 atrapalharam-lhe os planos. Para afastar os iraquianos de cima dos riquíssimos lençóis de petróleo, milhares de soldados norte-americanos e aliados desembarcaram na península arábica, adonando-se em pouco tempo da região inteira.

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