segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

MIGRAÇÕES HUMANAS

O HOMEM, UM ETERNO NÔMADE.

Onde hoje é Berlim, não há nenhum alemão; nenhum russo na atual

Moscou. Também não há húngaros em Budapeste nem turcos em Ancara;

Madri é ainda um povoado Mouro. É o ano 900 da Era Cristã.

São as migrações humanas que vão mudar,em pouco tempo,todo

esse panorama. Da mesma forma farão das Américas, Oceania,

Austrália, Norte da Ásia e partes da África domínios do homem

branco no curto período de quatrocentos anos. Transformarão

completamente o aspecto das terras e continentes e a composição

racial, étnica e lingüística de seus habitantes.

Migração humana compreende qualquer deslocamento,temporário

ou definitivo, de indivíduos ou grupos no espaço geográfico, procura

de novos locais para viver. Locais que lhes proporcionem trabalho,

liberdade política ou religiosa, clima mais propício,melhores condições

de vida. A ocupação de todo o globo fez- se por meio desses desloca-

mento de populações. Alguns paleoantropólogos,estudiosos da antiga

história do homem, pensam que o ponto inicial de irradiação foi a

região central do continente asiático.

POR QUE MIGRAR?

As migrações compreendem tanto os movimentos para fora

de um país – a emigração – como para dentro dele – a imigração

-, e também deslocamentos de contingentes populacionais no

interior de um mesmo país – esta é a migração propriamente

dita. Calamidades como terremotos, maremotos,erupção de

vulcões, obrigam muitas vezes o homem a abandonar sua terra.

Mas não só isso pode determinar a migração. Os homens que

vivem do a natureza lhe oferece deixam de ter condições de

subsistência quando a caça, a pesca ou o solo se esgotam.

Ou ainda pode suceder que a população aumente muito

e os recursos da terra não sejam mais suficientes para suprir

as necessidades de todos. Nesse caso, o grupo se divide, em

busca do equilíbrio da densidade econômica, ou seja, da

correta proporção entre o número de habitantes e os recursos

naturais de que dispõem.

As lendas de povos de todos os continentes conservaram

relatos que mostram como seus ancestrais foram obrigados

por causa de secas, enchentes e outras catástrofes. A transfor-

mação de zonas férteis em desérticas – caso do atual deserto

do Saara e das regiões áridas da Ásia Central – provocou a

migração de povos que haviam atingido alto nível de desen-

volvimento, como provam as ruínas aí encontradas.

Fenômeno como esse seriam responsáveis pelas invasões

de nômades vindos das estepes e desertos, como os hicsos,

que invadiram o Egito no século XVI a. C., e os mongóis,

que assolaram, muitos séculos depois, a Europa e o Oriente

Médio.

Ao longo da História sempre houve povos que não se fixaram

em parte alguma. São os nômades, que tanto percorreram a

a Ásia, a África ou a América nos tempos mais remotos,como

ainda hoje se mantêm em permanente migração.

O nomadismo é típico de grupos que habitam áreas desérticas,

vivendo da troca ou coleta de alimentos e, em alguns casos, da

criação de rebanhos, principalmente caprinos e ovinos. É muito

praticado no Oriente Médio, na região do deserto Arábico,

estendendo-se para o norte, na Síria, Iraque e Jordânia. Três a

quatro milhões de pessoas deslocam-se continuamente nessa

área.

No Saara vivem atualmente cerca de 1.500.000 nômades.

Nas regiões semi- áridas, o fenômeno se apresenta com

características de seminomadismo, dedicando-se os grupos

em geral ao pastoreio, sempre em busca de regiões mais

propícias a criação de animais e a agricultura de subsistência.

A difusão das modernas técnicas de cultivo e o desenvolvimento

dos meios de transporte, bem como as regulamentações adminis-

trativas que controlam as oscilações dos contingentes popula-

cionais, ameaçam a sobrevivência das formas de vida nômade.

Lembrete: Em meados do século XIX, as dificuldades

econômicas, políticas e religiosas levaram cerca de dois

milhões de irlandeses a partirem para a América.

EM BUSCA DE RIQUEZAS

Muitas vezes o homem emigra de uma região onde as

condições de vida são desfavoráveis, por causa de fatores

como desemprego,pobreza,salários baixos, escassez de

terras cultiváveis e superpopulação. É atraído para regiões

que lhe oferecem condições promissoras e abandona sua

terra natal. Foi o caso dos agricultores alemães e italianos

que vieram para o Brasil, a partir de 1870, com a oferta

de terras cultiváveis. Como é o caso hoje em dia dos

operários semi- qualificados, sobretudo portugueses, e

espanhóis, gregos e italianos, que se dirigem em fluxo

contínuo para a Alemanha,Suíça e França, em busca de

melhores salários.

A possibilidade de exploração de um novo recurso

econômico atrai,também, grandes contingentes humanos.

A descoberta de ouro,por exemplo,estimulou a colonização da

América espanhola, e correram então os célebres

mitos das cidades e montanhas de ouro, o Eldorado.

O povoamento das regiões do extremo oeste norte –

americano e do sudoeste australiano acelerou-se

consideravelmente com as frenéticas corrida do ouro.

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